Aumento de imposto será a última opção para fechar o Orçamento, diz ministro do Planejamento
O ministro do Planejamento Dyogo Oliveira não negou completamente a possibilidade de aumento de impostos no decorrer do ano, mas disse que essa será a última opção para fechar o orçamento. Em entrevista na manhã desta sexta-feira à Rádio Eldorado, Dyogo afirmou que o governo está otimista quanto à recuperação da economia e com o consequente aumento de receitas.
— É difícil falar do futuro, mas nossa perspectiva é otimista. O que posso dizer é que não teremos aumento de impostos agora. Temos de avaliar receita posteriormente e buscaremos alternativas a aumento de impostos — disse Dyogo.
Leia mais
Governo anuncia cortes e fim de desonerações para cobrir rombo de R$ 58,2 bi
Desemprego chega a 13,5 milhões de pessoas e atinge novo recorde no Brasil
Prévia do PIB cai 0,26% em janeiro, aponta Banco Central
Segundo o ministro, o governo teve todos os cuidados para impedir a elevação de tributos a fim de evitar comprometimento do processo de retomada econômica.
— Nesse momento foi possível evitar.
Dyogo se refere às medidas orçamentárias anunciadas na última quarta-feira para cobrir o rombo de R$ 58,2 bilhões nas contas , além do déficit já previsto de R$ 139 bilhões neste ano.
A equipe econômica decidiu fazer um contingenciamento de R$ 42,1 bilhões e contou com receitas extraordinárias. O único imposto anunciado foi a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de cooperativas de crédito.
— Vamos usar uma série de outras medidas que não sejam elevações de impostos, porque temos compromisso com as metas fiscais. Isso é importante para que evitemos um comprometimento elevado da dívida pública. Por outro, temos que fazer a economia crescer e retomar o emprego. Esse é um quebra-cabeça difícil de montar — afirmou.
Dyogo também reforçou que o governo está fazendo grande esforço no corte de despesas. No caso do auxílio-doença, segundo ele, a revisão não tirou o direito das pessoas e gerou uma economia de R$ 5 bilhões a R$ 7 bilhões. Em cortes de cargos e ministérios, o ministro afirmou que a redução foi dos custos foi de 4% no ano passado. Ele ainda citou a PEC do Teto de Gastos.
— O esforço é grande de restrição mas dependemos da receita.
No PAC, ele explicou novamente a redução do investimento de R$ 37 bilhões para cerca de R$ 27 bilhões. Mas Dyogo afirmou que a expectativa é que haja recuperação de receitas nos próximos meses e que esse corte seja reduzido.
Leia as últimas notícias de Economia
*Estadão Conteúdo
