Instituto do Câncer suspende inclusão de pacientes em testes clínicos com a fosfoetanolamina
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo anunciou nesta sexta-feira que será suspensa a inclusão de novos pacientes nos testes clínicos com a fosfoetanolamina, composto que ficou conhecido como "pílula do câncer". Conforme o instituto, a decisão se deu devido à ausência de "benefício clínico significativo" nas pesquisas realizadas até agora. As informações são do G1
Até o momento, o estudo da fosfoetanolamina foi feito com 72 pacientes com dez diferentes grupos de tumores. Dentre os 59 que passaram por reavaliações, 58 não apresentaram resposta considerada objetiva pelos médicos. Apenas um paciente, que tem melanoma, apresentou resposta ao tratamento. Ele será o único que poderá continuar recebendo o tratamento.
"Os resultados iniciais da pesquisa clínica não indicaram o benefício clínico esperado aos pacientes que fizeram uso da substância na dose do estudo", diz comunicado da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.
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Em nota, o governo informou que "como os resultados de reavaliação estão sendo muito inferiores ao desejável, em todos os grupos, a inclusão de novos pacientes está suspensa e o protocolo será cuidadosamente reavaliado antes de qualquer continuidade".
O Icesp informou que os pacientes pesquisados passaram por avaliações periódicas nos últimos oito meses. Fazia parte do acompanhamento exames que permitiam a avaliação da doença e a evolução do câncer em relação ao uso da pílula. Os pacientes envolvidos no projeto vão continuar em tratamento no Icesp normalmente, com acompanhamento da equipe de oncologia.
Para a segunda fase do estudo – que começou em julho de 2016 – o plano era incluir 20 participantes em cada um dos dez grupos com diferentes tipos de câncer, totalizando 210 pessoas em acompanhamento. A expectativa, segundo o Icesp, era de que pelo menos dois pacientes apresentassem resposta positiva ao composto.
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