Manter a base é o nosso grande reforço de 2017
Por ora, o grande ativo do Grêmio no alvorecer da temporada é não ter vendido seus principais jogadores. Enquanto ficarem apenas na especulação as propostas por Luan, Walace e Geromel, eles continuam na Arena.
Vender por vender, pensando apenas nas cifras, pode não ser um negócio interessante. Por isso, concordo com o jogo duro do presidente Romildo Bolzan quando o Grêmio recebe sondagens de empresários e clubes gringos.
Em ano de disputa de Libertadores, quanto custaria encontrar um substituto com a mesma bola de Geromel? Quanto exigiria uma reposição nos moldes de Walace ou Luan? Teríamos de reinvestir pesado os euros ou dólares arrecadados com suas vendas.
O Palmeiras, principal comprador do início de temporada, não encontrou um atacante para substituir Gabriel Jesus - nem vai, em razão da qualidade acima da média do guri. O Verdão investiu em Keno, apenas uma boa aposta que vem do Santa Cruz, ainda sem brilho em clubes grandes.
Se o mercado anda complicado e o dinheiro é curto, manter a espinha dorsal do time campeão da Copa do Brasil é fundamental para termos sucesso em 2017. Uma equipe acertada, inclusive, facilita a adaptação de reforços que chegam como apostas.
