Não iremos evoluir enquanto chamarmos mulheres insubmissas de loucas
Existe uma estratégia antiga, repetida geração após geração, que consiste em deslegitimar a voz de uma mulher chamando-a de louca. Não é um grito novo, é um eco — um eco que atravessa séculos, atravessa casas, consultórios, tribunais, mesas de jantar e corredores de trabalho. Sempre que uma mulher decide não caber no molde, surge o rótulo. Louca. Histérica. Difícil. Exagerada. Intensa demais. Muito isso, pouco aquilo. E assim, lentamente, a sociedade construiu uma narrativa perigosa: a de que a mulher que pensa por si é instável... Читать дальше...
