Antes do sol nascer em Campo Grande, o mecânico Leandro Oliveira, de 24 anos, já está de pé, com garrafas térmicas na mão e foco para ganhar dinheiro extra no semáforo. Duas horas antes de começar o expediente formal, ele vai para um ponto estratégico da Avenida Júlio de Castilho vender café a R$ 2 para quem passa. Além do preço acessível, a confiança é um detalhe que chama atenção. Quem não tem dinheiro na hora pode levar o café e pagar depois, ou em alguns casos nem pagar. “Posso até levar calote, mas é só R$ 2”, diz. Читать дальше...