A melhor homenagem à Chapecoense será um bonito espetáculo na Arena
Cada dia que passa, mais distante fica a tragédia da Chapecoense, e cresce a minha certeza de que, na hora do jogo, quando Grêmio e Atlético-MG estiverem frente a frente, a tristeza cederá espaço para as emoções da decisão e não se perceberá influência das lembranças tristes quando a bola estiver correndo.
As duas equipes estão promovendo palestras com o objetivo de reanimar os jogadores. É positivo que o façam, mas reitero a minha convicção de que o jogo consumirá toda a atenção dos jogadores. Mais tarde, quando tudo estiver decidido e as celebrações já tiverem diminuído de intensidade, é possível que as imagens do desastre reapareçam. A vida é assim mesmo. A morte é definitiva, mas os seus efeitos são passageiros.
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Os profissionais do Grêmio sabem que eventual desconcentração com derrota apenas aumentará o sentimento de dor. Devem imaginar que os jogadores da Chapecoense, de onde se encontrarem, certamente gostarão de ver um grande jogo. Foi ao futebol que dedicaram as suas vidas. A melhor homenagem será um bonito espetáculo. Pensem nisso.
Sem caixões
Na entrevista coletiva que concedeu nesta segunda-feira, o lateral Edílson fez eco ao que já estava circulando nas redes sociais e pediu à torcida gremista que não levasse caixões colorados no jogo, brincadeira comum entre torcedores.
O pedido do jogador e a iniciativa dos torcedores enaltecem a preocupação com o máximo respeito com a Chapecoense. Haverá muito tempo para brincadeiras.
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