Safra de verão do Rio Grande do Sul é estimada em 29,1 milhões de toneladas
A produção de arroz, feijão, milho e soja no Rio Grande do Sul poderá ser 13,66% maior em relação ao volume médio de grãos colhidos nos últimos cinco anos. A projeção é da Emater, que apresentou o primeiro levantamento sobre a intenção de plantio na safra de verão 2016/2017, nesta terça-feira, na Expointer.
De 2012 a 2016, a produção média anual da safra de verão foi de 25,6 milhões de toneladas. Pela estimativa dos técnicos da Emater, os agricultores gaúchos têm condições de colher 29,1 milhões de toneladas. Os principais fatores que justificam a expectativa otimista são o avanço tecnológico, a profissionalização e a capacitação dos produtores.
— Nossa missão é mostrar para o homem urbano o quanto o campo é importante — enfatizou o presidente da Emater, Clair Kuhn.
A área plantada também poderá ter incremento de 1,6%, passando de 7,341 milhões de hectares na safra 2015/2016 para 7,463 na safra 2016/2017. Destaque para o aumento da área do milho, que no ciclo passado foi de 739 mil hectares e nesta safra poderá chegar a 805 mil hectares com produção de 4,8 milhões de toneladas.
Entretanto, o volume ainda é insuficiente para atender à demanda anual do Estado pelo grão, que é de 6 milhões de toneladas de milho. Segundo o secretário do Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto, para motivar os produtores de milho, o governo do Estado vai disponibilizar recursos para o programa Troca-Troca, que distribui semente aos pequenos produtores. Pelo menos 220 mil hectares da cultura serão garantidos por meio do programa.
— O milho é um produto que dinamiza muito a cadeia e também é importante para a rotação de cultura — comenta.
Caso o colheita de 29,1 milhões de toneladas seja confirmada, destaca Minetto, o faturamento bruto da safra de verão poderá chegar a R$ 30 bilhões.
