Laudo pericial sobre a morte de Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, aponta que o segundo disparo efetuado pelo ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, ocorreu à queima-roupa. O documento, elaborado pelo Instituto de Criminalística, detalha a trajetória dos projéteis e a dinâmica do crime ocorrido em 24 de março deste ano. De acordo com o exame, o primeiro tiro foi disparado a longa distância. Naquele momento, o autor estava posicionado logo após a primeira coluna da varanda do imóvel, enquanto a vítima permanecia em pé, em frente a uma mureta. O projétil atingiu a parte superior do abdome, logo abaixo das costelas, do lado direito de Mazzini, saiu pela região dorsal, colidiu contra uma parede e um vidro, sendo parado por um carregador móvel. A perícia concluiu que, após o primeiro disparo, o autor se aproximou da vítima para efetuar o segundo tiro. Este atingiu a região lateral esquerda do corpo. Segundo o relatório, o disparo à curta distância foi realizado quando a vítima já estava caída, deitada sobre o lado direito do corpo, ou ainda em pé, mas com o atirador posicionado próximo ao alvo. "Ainda que não seja possível estabelecer uma distância exata entre a arma e o corpo, segundo França (2017), a distância geralmente correspondente no disparo para armas convencionais de empunhadura (revólver e pistola) com munição usual (carga simples) utilizadas no Brasil é de 10cm a 50cm em tiros à curta distância", cita o laudo. O documento estabelece que o autor entrou pelo portão social enquanto a vítima estava perto da porta da residência. Após o primeiro impacto e a aproximação do atirador, o segundo projétil não apresentou orifício de saída, ficando alojado no corpo de Mazzini. O caso foi encerrado pela perícia como morte violenta por homicídio, causada por instrumento perfurocontundente. O laudo integra o inquérito da Polícia Civil que investiga a conduta do ex-prefeito no episódio.