Israel ignora cessar-fogo e realiza maior ataque ao Líbano, com 112 mortos
Poucas horas após o anúncio de um cessar-fogo envolvendo o conflito com o Irã, Israel intensificou ataques no Líbano e ignorou a trégua em parte do território. A ofensiva foi classificada pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu como a maior desde o início da guerra.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, os bombardeios desta quarta-feira, 8, deixaram 112 mortos e cerca de 700 feridos, incluindo 12 profissionais da saúde. O governo do Líbano acusa Israel de massacre e pede apoio internacional.
A operação atingiu cerca de cem alvos do Hezbollah em diferentes regiões, como Beirute, o Vale do Beqaa e o sul do país. Apesar da alegação de foco em estruturas do grupo, há registros de explosões em áreas residenciais. Moradores também relataram ataques sem aviso prévio para evacuação.
O conflito se intensificou após o Hezbollah atacar Israel dias depois do início da guerra, em 28 de fevereiro. Desde então, Israel mantém ofensivas constantes e presença militar no sul libanês.
Há divergências sobre o alcance do cessar-fogo mediado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. Enquanto ele afirma que o acordo valeria para todas as frentes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Líbano não está incluído. O governo israelense sustenta a mesma posição.
O Irã reagiu e indicou que pode abandonar o acordo caso os ataques continuem. O Hezbollah declarou ter direito de retaliar e orientou civis a não retornarem às áreas afetadas. Mais de um milhão de pessoas já foram deslocadas no Líbano.
Mesmo após o início do cessar-fogo, países como Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Bahrein relataram novos ataques iranianos contra estruturas estratégicas.
No cenário internacional, o Paquistão afirmou que a escalada compromete o processo de paz. Espanha, França e a Organização das Nações Unidas também criticaram os bombardeios e pediram ampliação da trégua.
O cessar-fogo foi aceito por Donald Trump após mediação paquistanesa e condicionado à reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã, que autorizou a medida por duas semanas. Novas negociações entre os países estão previstas para ocorrer em Islamabad.
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