O dólar fechou em queda de 0,43% e foi cotado a R$ 5,15 nesta quarta-feira (1º), após sinais de trégua na guerra no Oriente Médio. A redução das tensões entre Estados Unidos e Irã aumentou a confiança dos investidores e influenciou o mercado financeiro. No mesmo dia, o principal indicador da bolsa de valores brasileira, o índice Ibovespa, subiu 0,26% e encerrou aos 187.953 pontos. O recuo da moeda ocorre após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), que indicou a possibilidade de encerrar a participação do país no conflito em até três semanas. Ele afirmou que a saída pode acontecer mesmo sem acordo formal com o governo iraniano. A expectativa de diminuição da guerra pressionou o preço do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência global, caiu 2,90% e foi negociado a 100,95 dólares no fim da tarde. A queda reduz a pressão sobre economias dependentes de importação de combustíveis, como o Brasil. No país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo vai tentar evitar aumento no preço do diesel. O combustível influencia diretamente o transporte e o custo de alimentos. Como medida, o governo federal e os estados anunciaram ajuda de R$ 1,20 por litro para importadores, com divisão igual do valor. No acumulado, o dólar soma queda de 1,62% na semana, recuo de 0,43% no mês e baixa de 6,05% no ano. Já a Bolsa brasileira acumula alta de 3,52% na semana, avanço de 0,26% no mês e valorização de 16,65% em 2026.