A decisão final da guerra está nas mãos de Donald Trump
Na última sexta-feira, 27, o Comando Central dos EUA anunciou que o navio de assalto anfíbio Trípoli havia aportado em sua área de responsabilidade, trazendo a 31° Unidade Marinha Expedicionária com 3500 fuzileiros navais e outra unidade com mais 2200 fuzileiros. O Trípoli chegou ao Oriente Médio equipado com dezenas de caças F-35, helicópteros de ataque e transporte. O navio vai operar junto ao New Orleans que também conta com capacidade de desembarque anfíbio.
Outro anfíbio, o poderoso Boxer, também está navegando rumo à região. À bordo, a 11° Unidade Marinha Expedicionária, uma força que conta com mais de 4400 fuzileiros navais e 2500 homens da Força Delta, a unidade mais poderosa e secreta dos Estados Unidos. O Boxer está levando carga pesada composta por dezenas de caças F-35 e helicópteros de ataque. Os dois super navios estão acompanhados por outros dois modelos anfíbios de grande porte.
No domingo, 29, o New York Times publicou que centenas de forças especiais, como os Rangers e os Seals, já se encontravam na base americana do Catar. O Pentágono anunciou, no último final de semana, que ainda considera enviar mais 10 mil soldados para o Oriente Médio, com objetivo de dar ao presidente Donald Trump mais opções de ataque.
A 82° Divisão Airbone, que também chegou ao Catar, é uma das infantarias de elite do exército dos Estados Unidos. A força possui um legado de combates que se estendem desde a Normandia às recentes guerras do Iraque e do Afeganistão. O Airbone ficou conhecido como um grupo de ações rápidas que podem ser realizadas em até 18 horas. As missões do Airbone são sempre divididas por duas fases: os soldados saltam de paraquedas para invadir o território inimigo. Logo depois, tomam de assalto campos militares de aviação e infraestruturas estratégicas. A intenção é preparar o front para uma invasão que será efetivadas por forças auxiliares que deverão desembarcar dos navios anfíbios.
Oficialmente, ainda não foi decidido como será a invasão por terra ao Irã, mas o desembarque de milhares de soldados à região, antecipa quatro cenários de ações que poderão acontecer de uma só vez:
- Ocupar a ilha Kharg;
- Desobstrução do Estreito de Hormuz;
- Recuperação dos 400 quilos de urânio enriquecido;
- Bombardear alvos específicos como usinas de energia e de dessanilização.
A invasão
A ilha Kharg, a 25 km da costa iraniana, é efetivamente a “joia da coroa” na produção de petróleo iraniano, responsável por 90% da exportação de óleo e gás do país. Ocupá-la é como colocar uma arma na cabeça da economia do Irã, mas isso não seria o suficiente para a reabertura de Hormuz. Além das minas marítimas, defesa aérea e as tropas iranianas, os americanos enfrentarão a retaliação que virá da costa e, ao mesmo tempo, terão que abastecer continuamente suas posições que estarão bem na mira da Guarda Revolucionária.
Desobstruir Hormuz é uma missão ainda mais complexa. O Irã conta com outras sete ilhas no estreito e no Golfo Pérsico. Elas são usadas como bases para manter a ameaça à navegação pela passagem marítima. E mesmo sem sua frota naval, destruída por ataques aéreos, eles ainda têm uma combinação que consiste no uso de drones, mísseis submarinos, lanchas kamikase e minas navais.
Se essa for a lógica operacional, a captura das ilhas e a tomada dos pontos estratégicos ao longo da costa iraniana, então será possível reabrir o Estreito de Hormuz. O maior desafio fica por conta da extensão da costa do país, que se estende por centenas de quilômetros através de um terreno montanhoso. O regime islâmico possui mísseis de longa distância e drones suicidas que certamente serão usados para impedir a incursão americana ao seu território.
Além de restaurar a livre navegação no Estreito de Hormuz, outra missão que tem que ser cumprida muito antes da declaração do fim da guerra será a captura e destruição dos 400 kg de urânio enriquecido. O estoque, que pode ser usado em até 12 ogivas nucleares, está localizado dentro de uma montanha, num complexo de túneis bem embaixo de Isfahan, antiga capital da Pérsia. A entrada desse local foi bloqueada após intensos ataques aéreos.
O Centro de Comando ainda avalia se realizará uma missão arriscada para extrair o material atômico das ruínas da base militar secreta destruída. Para isso, o comando terá que enviar milhares de tropas para dentro do território iraniano. Trata-se de uma operação de engenharia complexa que envolve a retirada desse material radioativo sob o fogo cruzado.
A ameaça final de Donald Trump ao regime iraniano termina às 18 horas do dia 6 de abril. Segundo ele, caso não haja um acordo, os Estados Unidos irão finalizar “a agradável estada” que receberam no Irã com uma onda de ataques devastadores que inclui todos os alvos militares e econômicos do país. Aviões B-52 que carregam bombas atômicas e outras com mais de mil quilos de explosivos, hoje, levantaram voo de Washington rumo à Teerã. Se o presidente americano cumprir o prometido, então a guerra termina no dia 7 de abril.
O post A decisão final da guerra está nas mãos de Donald Trump apareceu primeiro em Jornal Opção.
