O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian da UFMS (Humap-UFMS) realiza nesta quinta-feira (12) uma programação especial voltada à conscientização sobre a saúde renal. A mobilização ocorre ao longo de todo o dia e tem como foco orientar pacientes, acompanhantes e profissionais do hospital sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças renais. Durante a ação, equipes do Serviço de Nefrologia irão circular pelos ambulatórios e outros setores do hospital realizando abordagens educativas e distribuindo materiais informativos com o tema “Saúde Renal para Todos – Cuidando das Pessoas, protegendo o Planeta”. O objetivo é ampliar o conhecimento da população sobre a Doença Renal Crônica (DRC), considerada hoje um dos grandes desafios globais de saúde pública. Estimativas indicam que uma em cada dez pessoas no mundo convive com algum grau da doença, muitas vezes sem saber, já que nos estágios iniciais ela pode evoluir de forma silenciosa. Sem diagnóstico precoce, a DRC pode provocar complicações importantes, como problemas cardiovasculares, perda da qualidade de vida e, nos casos mais graves, insuficiência renal — situação em que o paciente passa a depender de terapias como hemodiálise ou transplante. Durante as orientações, os profissionais vão destacar os principais fatores de risco associados à doença, entre eles diabetes, hipertensão arterial, obesidade, doenças cardiovasculares e histórico familiar de problemas renais. Também será reforçada a importância de exames simples de sangue e urina, capazes de identificar alterações ainda nas fases iniciais da doença. Segundo especialistas, quando o diagnóstico ocorre cedo, é possível adotar medidas que retardam a progressão da doença e evitam tratamentos mais complexos e de alto custo. Além da prevenção, a programação também traz uma reflexão sobre a relação entre saúde renal e meio ambiente. Mudanças climáticas, poluição do ar, desidratação e episódios de calor extremo têm sido associados ao aumento e à progressão de doenças renais em diferentes regiões do mundo. Outro ponto em debate é o impacto ambiental dos tratamentos, especialmente da hemodiálise, que demanda grande volume de água, energia e materiais descartáveis, reforçando a necessidade de práticas mais sustentáveis dentro dos sistemas de saúde. A mobilização acompanha um movimento internacional de valorização da saúde renal. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde aprovou uma resolução que reconhece o tema como prioridade global, incentivando países a ampliar ações de prevenção, acesso ao tratamento e redução de riscos ambientais relacionados às doenças renais. Com a iniciativa, o Humap-UFMS busca aproximar informação qualificada da comunidade e estimular a adoção de hábitos que contribuam para o cuidado contínuo com os rins.