Campo Grande iniciou 2026 reafirmando o papel de principal motor econômico de Mato Grosso do Sul. Dados do Boletim Econômico de janeiro, elaborado pelo Observatório de Desenvolvimento Econômico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), apontam crescimento na abertura de empresas, mercado de trabalho aquecido e novos investimentos que devem movimentar a economia ao longo do ano. Somente no primeiro mês de 2026, a Capital registrou a abertura de 546 novas empresas, número que representa uma parcela significativa das 1.254 empresas constituídas em todo o Estado no período. O resultado mantém Campo Grande na liderança estadual na criação de novos negócios e reforça a centralidade da cidade na dinâmica econômica regional. A maior parte desses empreendimentos está concentrada no setor de serviços, responsável por 78,3% das novas empresas abertas. O comércio responde por 19,4%, enquanto a indústria representa 2,2% das novas atividades. O perfil evidencia a expansão das atividades voltadas à prestação de serviços e a diversificação gradual da base econômica local. Mercado de trabalho segue aquecido O mercado de trabalho também começou o ano em ritmo positivo. Na primeira semana de janeiro, a Fundação Social do Trabalho (Funsat) ofertou 1.151 vagas de emprego. Até o dia 26 do mês, o total já havia chegado a 1.213 oportunidades, contemplando diferentes setores e níveis de qualificação. No cenário estadual, Mato Grosso do Sul encerrou o quarto trimestre de 2025 com taxa de desemprego de 2,4%, a menor da série histórica. Em Campo Grande, o índice foi de 3,1%, colocando a Capital entre as quatro menores taxas de desocupação entre as capitais brasileiras. Os indicadores reforçam a capacidade da economia local de gerar empregos formais, ampliar a renda e sustentar o crescimento do consumo. A expectativa é de que a movimentação econômica aumente ainda mais em março com a realização da COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, conferência internacional que deve trazer mais de três mil participantes para a cidade, impulsionando o turismo, o setor de serviços e a geração de renda. Investimentos ampliam competitividade Além do bom desempenho econômico, Campo Grande também se prepara para um ciclo de investimentos estruturantes em 2026. Entre os principais projetos previstos estão a reforma do Aeroporto Internacional, com investimento estimado em R$ 300 milhões, a ampliação do Shopping Campo Grande, que prevê a instalação de 150 novas lojas, além da revitalização da antiga rodoviária e da implantação da Casa do Comércio na região central. No campo do crédito produtivo, o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) aprovou R$ 129 milhões em financiamentos na primeira reunião do ano. A previsão é que até R$ 3,5 bilhões estejam disponíveis ao longo de 2026 para impulsionar projetos empresariais e rurais em Mato Grosso do Sul. Crescimento com planejamento Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, os resultados refletem um ambiente favorável aos investimentos e ao empreendedorismo. Segundo ele, os indicadores demonstram confiança do setor produtivo na cidade. “O empresário precisa de segurança jurídica, menos burocracia e um ambiente favorável para investir. Nosso trabalho é justamente criar essas condições para que novos negócios surjam, gerem emprego e contribuam para o desenvolvimento sustentável de Campo Grande”, afirma. O secretário também destaca que o crescimento econômico está alinhado ao planejamento urbano e à responsabilidade ambiental. Mesmo diante de desafios no cenário nacional, como a taxa básica de juros em 15% ao ano e as pressões inflacionárias registradas no início do ano, Campo Grande demonstra capacidade de adaptação. A combinação entre abertura de empresas, geração de empregos, investimentos em infraestrutura e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável projeta um 2026 de continuidade no crescimento econômico da Capital.