O dólar comercial fechou em alta de 0,21%, cotado a R$ 5,2401, nesta quarta-feira (18), após o feriado de Carnaval. O movimento ocorreu com atenção a dados da economia dos Estados Unidos e à ata do Fed (Federal Reserve). No Brasil, o Ibovespa recuou 0,24% e encerrou aos 186.016 pontos. A moeda americana acumulou alta de 0,21% na semana e queda de 0,14% no mês. No ano, o dólar registra recuo de 4,53%. Já o Ibovespa soma ganho de 0,24% na semana, avanço de 2,57% no mês e alta de 15,45% em 2026. Nos Estados Unidos, investidores reagiram a indicadores com sinais mistos. A construção de moradias unifamiliares subiu 4,1% em dezembro, para taxa anualizada de 981 mil unidades. Por outro lado, as licenças para novas obras caíram 1,7%, para 881 mil. As encomendas de bens duráveis recuaram 1,4% em dezembro, somando US$ 319,6 bilhões. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que previa alta de 1,6%. Sem o setor de transportes, houve crescimento de 0,9% no mês. A produção manufatureira americana avançou 0,6% no período. Economistas esperavam alta menor, de 0,4%. Na comparação anual, o setor registrou crescimento de 2,4%. A ata do Fed também ficou no radar. O documento mostrou acordo quase unânime para manter os juros entre 3,50% e 3,75% na reunião de janeiro. Ainda assim, dirigentes seguem divididos sobre os próximos passos da política monetária. No Brasil, o mercado acompanhou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno DTVM, decretada pelo BC (Banco Central do Brasil). Segundo o órgão, a medida ocorreu após piora da situação financeira das instituições e descumprimento de normas. O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) informou que o Banco Pleno possui cerca de 160 mil credores com depósitos elegíveis, que somam R$ 4,9 bilhões. A estimativa é que as liquidações envolvendo Master, Pleno e Will Bank deixem rombo superior a R$ 50 bilhões no fundo. Na agenda doméstica, o Boletim Focus mostrou a sexta redução seguida na projeção de inflação para 2026. A estimativa do mercado passou de 3,97% para 3,95%.