Carnaval aumenta risco de conjuntivite viral e outras infecções oculares
Aglomerações, contato físico frequente e uso intenso de maquiagem durante o Carnaval elevam o risco de infecções nos olhos, especialmente a conjuntivite viral, alertam especialistas. A doença é altamente contagiosa e costuma se espalhar com facilidade em ambientes com grande circulação de pessoas, como blocos de rua, festas e camarotes.
Durante a folia, hábitos como tocar os olhos com as mãos sujas, compartilhar maquiagem e utilizar produtos inadequados na região ocular favorecem a transmissão de vírus e bactérias. Em muitos casos, os primeiros sintomas aparecem apenas nos dias seguintes ao Carnaval, quando surgem vermelhidão, coceira, ardor e secreção.
Além da conjuntivite, inflamações nas pálpebras, como a blefarite, também podem se intensificar nesse período. Estudos da área oftalmológica indicam que uma parcela significativa dos pacientes atendidos apresenta sinais desse tipo de inflamação, muitas vezes relacionada à higiene inadequada e ao uso incorreto de cosméticos.
Para o oftalmologista Brunno de Almeida França, do CBCO Hospital de Olhos, os sinais não devem ser ignorados. “Olhos vermelhos, coceira, ardor ou secreção não são normais e podem indicar infecção. É importante procurar avaliação médica para evitar complicações e impedir a transmissão para outras pessoas”, orienta.
Entre as principais recomendações estão lavar as mãos com frequência, não compartilhar maquiagem, remover completamente os cosméticos antes de dormir e suspender o uso de produtos ao primeiro sinal de irritação. Em caso de sintomas persistentes, a orientação é buscar atendimento oftalmológico.
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