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Entregas, segurança, crescimento econômico: Caiado pode ser o grande rival de Lula

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A batalha eleitoral de 2026 — a eleição será realizada daqui a oito meses, em 4 de outubro, num domingo — será ideológica ou de projetos e entregas? Ou as três coisas?

A maioria dos eleitores não é ideológica, no sentido de aderir ao debate sobre esquerda e direita. Mas é inegável que as radicalizações geradas pelo bolsonarismo e pelo lulopetismo — de matizes ideológicos distintos — estará na ordem do dia.

Porém, ainda que esquerda, lulopetista, e direita, bolsonarista, estejam na ordem do dia — não é uma questão superada —, para os eleitores, os não engajados, há questões mais relevantes.

Desconfiança do eleitor e crime organizado

Há uma desconfiança sobre projetos apresentados nas campanhas. Entretanto, se se tornarem críveis para os votantes, podem mudar ou sedimentar um quadro eleitoral.

Um projeto de segurança pública, que convença os eleitores de que o crime organizado (tráfico de drogas, violência, lavagem de dinheiro) poderá ser contido — não um projeto similar ao de El Salvador, e sim um brasileiro mesmo, racional e realista —, pode derrubar favoritos e elevar não-favoritos à categoria de favoritos.

PCC age como um Estado paralelo em praticamente todo o país | Foto: Reprodução

Em relação ao crime organizado, o governo do presidente Lula da Silva (PT) — em três anos — deixa a desejar. É burocrático e praticamente inerte. Tanto que as máfias tropicais — Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) — estão sedimentadas, desafiando, em todo o país, o poder do Estado.

O PCC e o CV, espécies de Estados paralelos — o promotor de justiça Lincoln Gakiya receia a constituição de um narcoestado no Brasil —, matam à luz do dia, em qualquer lugar: em aeroporto e nas ruas.

No Aeroporto de Guarulhos, o PCC matou o empresário Vinícius Gritzbach, que teria passado informações a respeito dos negócios da máfia ao Ministério Público e à Polícia Civil. Chama a atenção o fato de que a máfia tropiniquim usou integrantes da Polícia Militar para assassiná-lo.

Agentes do Estado foram utilizados pelo PCC para matar uma pessoa que havia colaborado com o Estado no esclarecimento dos negócios do grupo. O que é de uma gravidade ímpar.

O PCC também matou o delegado aposentado Ruy Ferraz Fontes, em São Paulo. Seguindo o exemplo de Michael Corleone, personagem do filme “O Poderoso Chefão”, o recado da máfia tropical é: “Podemos matar qualquer um”. Trata-se de uma ameaça a outros agentes da lei, ou seja, do Estado. O objetivo gerar inação dos homens públicos.

Lincoln Gakiya vive sob ameaça do PCC, que assevera que vai matá-lo. O promotor de justiça sobrevive há anos sob proteção policial. Aposentado, continuará a tê-la? O delegado Ruy Ferraz Fontes, mesmo tendo sofrido ameaças, não tinha proteção alguma. E era policial, ainda que retirado.

Uma das razões da queda de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça deve ser buscada na falta de uma política de combate ao crime organizado. Precisa-se de um projeto aprovado para enfrentar as máfias locais? Claro que não. Tanto que alguns Estados, como Goiás, combatem duramente o crime organizado.

Flávio Bolsonaro: por falta de entregas pessoais, precisa da entrega dos aliados | Foto: Youtube

O governo da Bahia, dirigido por um petista, começa a enfrentar as máfias que agem no Estado. Tanto que a polícia do governador Jerônimo Rodrigues é uma das que mais matam no país. Parece ter perdido o controle e agora tenta recuperá-lo.

A oito meses das eleições, o governo de Lula da Silva vai, de repente, combater tenazmente o PCC, o CV, o Novo Cangaço e outras máfias? É pouco provável. A avaliar pelos três primeiros anos de governo, dificilmente haverá uma mudança substancial na política de (não) combate aos grupos que estão criando um Estado paralelo.

Quando Lula da Silva disser, na campanha, que tem um projeto para a segurança, o que pensarão os eleitores? Dificilmente vão acreditar que o governo — hoje omisso — vai mudar de rota. Segurança é um tema que paralisa os governos do PT em nível nacional.

Entregas dos governos Lula e Caiado

O governo de Lula da Silva procurou criar políticas para favorecer a classe média — como a isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais.

Entretanto, na área de segurança, não há nada que convenção os eleitores de que o PT tem um projeto efetivo para conter o crime organizado. Porque, em três anos, não houve o que se pode chamar de entrega positiva. Só há retórica, carta de boas intenções e, claro, propaganda do não-feito como se fosse feito.

Num debate entre Lula da Silva e Ronaldo Caiado (União Brasil), quando se tratar de discutir entregas no setor de segurança, o segundo terá mais o que dizer de maneira positiva.

O crime organizado tem sido combatido de maneira eficaz em Goiás. Muito mais do que em todo o país. As pesquisas — ecoando as ruas — dizem isto. O Estado se tornou uma referência nacional e, por isso, outros governadores têm procurado saber o que se fez na unidade centro-oestina da federação.

Repetindo, a polícia da Bahia, gerida por um governo do PT, mata muito, mas com resultados não tão relevantes, pois o crime organizado continua forte no Estado e a insegurança é permanente.

Em Goiás a polícia é, sim, dura. Mas funciona mais do que na Bahia porque usa-se o serviço de inteligência como medida de prevenção. Tanto que as operações resultam mais em prisões do que em mortes.

Quanto ao crime organizado há de se concordar num ponto: não há como combatê-lo com luvas de pelica. Os líderes e demais membros do PCC e do CV, entre outras facções — a rigor, nem são mais facções, e sim máfias com poderes extremos —, não entendam a linguagem da suavidade legal. Só recuam se o enfrentamento for firme e não relutante.

Na questão da segurança, se o governo Lula da Silva não tem, o governo de Ronaldo Caiado tem entrega. É uma diferença crucial. Na campanha, sobretudo durante os debates, pode resultar em mudanças pró-goiano e contra o político de Garanhuns.

Na questão das entregas, Flávio Bolsonaro (PL) não tem o que mostrar. Terá que arrolar o que o pai, Jair Bolsonaro, fez? Talvez.

Os eleitores querem saber, na verdade, é o que Flávio Bolsonaro já fez como político. Ele poderá falar de seus projetos no Senado. Mas, em termos de gestão, não tem o que apresentar. Pode ser um problema nos debates, sobretudo.

Porque, se Flávio Bolsonaro não tem o que exibir, Ronaldo Caiado e Lula da Silva têm. Então, o postulante do PL pode sair prejudicado. Por falta de entregas.

O que pode ajudar, de alguma maneira, Flávio Bolsonaro é a formatação de uma base político-eleitoral ampla. Precisa firmar-se no Nordeste — região onde Lula da Silva é quase rei.

Não se está sugerindo que Flávio Bolsonaro é um candidato fraco, porque o bolsonarismo, ao contrário do que dizem intelectuais da esquerda, não morreu e nem mesmo está combalido. É forte e não está nas cordas. E há, inclusive, a possibilidade de um bolsonarismo enrustido (ou envergonhado) na sociedade brasileira.

Subestimar Flávio Bolsonaro pode ser um equívoco. Porque o senador não representa apenas a si mesmo. Representa o bolsonarismo — que é forte em todo o país, quiçá inclusive no Nordeste.

Entretanto, sem entregas pessoais, o pré-candidato do PL a presidente da República vai precisar de padrinhos que tenham histórico de entregas pessoais, notadamente governadores e ex-governadores. Com o pai distante, vai precisar de referenciais. Aqueles fizeram poderão recomendá-lo aos eleitores.

Lula da Silva e Ronaldo Caiado tem entregas positivas em várias áreas. Praticamente empatam no social. Com a diferença de que em Goiás o governo tem programas que, mesmo apostando na assistência social, são mais inclusivos.

Quando um aluno pobre recebe uma bolsa do governo de Goiás — pequena que seja — há aí um programa social de caráter triplo. Primeiro, é uma assistência, direta ou indireta, às famílias pobres. Segundo, é um incentivo à permanência na escola. Terceiro, reforça o caráter inclusivo e amplia as chances de inserção social. Porque, estudando, o jovem tende a progredir e alcançar um espaço na sociedade que, falta de escolaridade, os pais não conseguiram.

O programa de benefício ao aluno criado pelo governo de Ronaldo Caiado influenciou o Pé de Meia do governo federal. E não há nada de errado na busca de inspiração, pois copiar o que é bom é produtivo para a sociedade.

O governo de Ronaldo Caiado tem vários programas sociais. Poucos governos liberais fizeram tanto pelo social quanto o do goiano de Anápolis. A primeira-dama Gracinha Caiado — pré-candidata a senadora pelo União Brasil — é a principal responsável pelo sucesso de tais programas.

Os programas sociais de Goiás são conectados com o objetivo de ampliar a inclusão social. Ou seja, para ir além da mera assistência social.

Noutra questão, o governo de Ronaldo Caiado é insuperável: probidade administrativa e pessoal. Não há corrupção em seu governo. Já no governo Lula da Silva há denúncias de malfeitos. O tema ainda não é dominante. Mas pode voltar fortemente durante a campanha, quando os ânimos se acirrarem.

A economia de Goiás cresce mais do que a brasileira. A previsão do FMI é que o crescimento econômico do país vai ficar abaixo de expectativas anteriores em 2026. Se crescer mais, beneficia Lula da Silva. Se crescer menos, beneficia as oposições. O tema pode ser usado na campanha contra o petista-chefe.

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