Anestésico de uso restrito na área médica passou a ser utilizado como droga injetável em uma casa investigada por tráfico, na Vila Moreninha II, em Campo Grande. O material foi apreendido na tarde de terça-feira (20), durante uma ação da PM (Polícia Militar), que resultou na prisão de quatro homens. A ocorrência começou durante patrulhamento no bairro Moreninhas, quando policiais viram um motociclista mudar o trajeto ao perceber a viatura. O condutor abandonou a moto e entrou correndo em uma residência na Rua Matanavis. Diante da situação, a equipe entrou no imóvel. Dentro da casa, os policiais encontraram mais três homens. Um deles manuseava e embalava cocaína no momento da abordagem. Durante a vistoria, a equipe localizou drogas, medicamentos controlados, seringas e diversos objetos ligados ao comércio ilegal. Foram apreendidos 122 gramas de cocaína e 4,4 gramas de maconha, além de uma balança de precisão e dois cadernos com anotações de compradores. Os policiais também recolheram R$ 113 em moedas. O material que chamou a atenção foi a apreensão de cinco sacos com Cloridrato de Prilocaína com Felipressina, anestésico de uso médico e venda controlada. Parte do conteúdo estava em ampolas e outra em seringas, o que indica uso por aplicação direta no corpo. A substância só pode ser comercializada com prescrição e registro sanitário. Além disso, os policiais apreenderam 13 celulares de diversas marcas, dois notebooks, três furadeiras, uma caixa de som e um relógio inteligente. A suspeita é de que parte dos objetos tenha sido usada como garantia em negociações envolvendo drogas. Os presos foram identificados como João Gabriel Costa Camilo, de 30 anos; Rodrigo Ferreira Simões, de 35; João Pedro de Lima, de 34; e Reyel Silva Martins Lima, de 26 anos. João Gabriel usava tornozeleira eletrônica e afirmou aos policiais que fazia entregas de drogas com uma motocicleta Honda CG, também apreendida no local. As duas motos encontradas na residência, uma Honda Titan e uma Honda CG, foram encaminhadas para perícia na Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). Os quatro homens foram levados para a Depac Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada), onde o caso foi registrado. Além do tráfico de drogas, eles podem responder por crime contra a saúde pública, devido ao uso e à circulação irregular do anestésico.