O dólar comercial fechou em alta de 0,08% nesta sexta-feira (16), cotado a R$ 5,3725, após divulgação da prévia do PIB (Produto Interno Bruto) e atenção a falas do banco central norte-americano, em negociações no mercado financeiro brasileiro, durante o pregão do dia. O Ibovespa encerrou em queda de 0,46%, aos 164.800 pontos, pressionado por incertezas externas e dados econômicos mistos. Investidores avaliaram indicadores do Brasil e do exterior ao longo do dia. No Brasil, o destaque foi o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central ) de novembro, indicador do BC (Banco Central) que antecipa o PIB. O índice subiu 0,7% em relação a outubro, acima da previsão do mercado, que apontava alta de 0,3%. Na comparação anual, houve avanço de 1,2%, enquanto o acumulado em 12 meses chegou a 2,4%. Os dados reforçaram a leitura de atividade econômica resiliente no país. Esse cenário reduziu a expectativa de corte de juros no curto prazo. O resultado influenciou o comportamento do câmbio e da bolsa. Ainda na agenda interna, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participou de evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A cerimônia marcou os 90 anos da criação do salário-mínimo. Lula também se reuniu com lideranças da União Europeia e citou planos de ampliar acordos comerciais do Mercosul. No mercado corporativo, a Petrobras informou produção acima da meta em 2025. A estatal produziu média de 2,4 milhões de barris de petróleo por dia, volume 11% maior que em 2024. As ações preferenciais subiram cerca de 1% e limitaram perdas maiores do Ibovespa. No exterior, investidores analisaram dados da economia dos Estados Unidos. A produção industrial cresceu 0,2% em dezembro, impulsionada pela fabricação de metais. O resultado compensou a queda no setor automotivo. As falas de dirigentes do Fed também ficaram no radar. O mercado buscou sinais sobre o rumo da política monetária americana. Além disso, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), sobre tarifas e tensões geopolíticas elevaram a cautela. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,14%, enquanto no mês recuou 2,12%. No ano, a moeda também registra queda de 2,12%.