O pagamento do salário de dezembro e da segunda parcela do 13º salário dos funcionários da Santa Casa de Campo Grande foi confirmado na tarde desta sexta-feira (9). A informação foi repassada pelo presidente do SIEMS (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Lázaro Santana, após o início dos depósitos na conta dos profissionais. Segundo ele, os pagamentos começaram entre 12h30 e 13h. “De 12h30 até 13h, a Santa Casa começou a fazer o depósito do salário de dezembro e do 13º, que faltava 50% do valor”, afirmou. Com a confirmação do crédito, o movimento de paralisação da categoria foi suspenso. Os trabalhadores haviam iniciado mobilização ainda pela manhã, após o atraso no pagamento do salário, que deveria ter sido efetuado na quinta-feira (8). Além disso, havia preocupação de que a segunda parcela do 13º salário, negociada após paralisações ocorridas em dezembro, não fosse quitada. De acordo com Lázaro Santana, durante o início da mobilização, a Santa Casa apresentou diferentes justificativas para o atraso. “A Santa Casa deu várias justificativas, mas como tem problemas todos os meses, não dá para esperar”, disse o dirigente sindical. Inicialmente, o hospital informou ao sindicato que não teria recebido o aporte financeiro do Governo do Estado. Em seguida, apontou problemas técnicos no sistema de repasse da Prefeitura de Campo Grande. Ao Campo Grande News , o presidente da Santa Casa, Alir Terra, confirmou que houve falha de tecnologia da informação no sistema municipal e que o recurso já estava sendo disponibilizado. A assessoria da instituição afirmou que os salários seriam pagos assim que o dinheiro entrasse na conta do hospital. Ainda nesta sexta-feira, a Prefeitura de Campo Grande firmou dois novos termos aditivos ao convênio mantido com a Santa Casa. Os aditivos ampliam os repasses financeiros e prorrogam a vigência do acordo, firmado originalmente em 2021. Juntos, os valores superam R$ 57 milhões e estendem o convênio até o fim de abril deste ano. O acordo foi mediado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), com participação do Governo do Estado, da prefeitura e da direção do hospital, como tentativa de evitar o colapso total da unidade. Os recursos deverão ser destinados, principalmente, ao pagamento de salários atrasados e do 13º salário dos funcionários, especialmente médicos contratados como pessoa jurídica, além da retomada de serviços suspensos por falta de pagamento. O repasse tem caráter emergencial e está condicionado a uma série de exigências. Entre elas estão a contratação de auditoria externa das contas, mudanças na gestão financeira e a prestação regular de contas, conforme regras estabelecidas pelo Estado. Também ficou definido que os recursos não poderão ser utilizados para pagamento de fornecedores, impostos ou dívidas bancárias.