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A economia do Irã poderá entrar em colapso nas próximas três semanas

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Dois meses antes do início da guerra no Irã, a população foi às ruas pedir pelo fim do regime dos aiatolás. O motivo era um só: a economia do país estava destruída, o povo havia empobrecido e não tinha perspectivas de mudanças. As manifestações cada vez mais violentas levaram o governo a  reagir brutalmente, matando mais de 40 mil pessoas em apenas três dias. Outros milhares de manifestantes estão presos e, desde então, enfrentam tribunais de exceção. Sabem que ao final do processo, serão todos executados.

Daí veio a guerra, 40 dias de bombardeios ininterruptos e  boa parte do país foi completamente destruída. A cúpula do poder que comandava o Irã, entre eles o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia de guerra, foi eliminada. Poucos sobreviveram e um racha acabou dividindo o regime islâmico. De um lado, ficou o presidente Masoud Pezeshkian e o clérigo formado pelos aiatolás, do outro, ficaram os militares capitaneados pela Guarda Revolucionária, que está à espera  do momento certo para concretizar um ”coup d´etat” sobre o regime dos aiatolás e transformar o país numa ditadura militar. O Irã está seriamente ferido, o regime está ameaçado e o cessar-fogo, mesmo que temporário, foi o melhor dos mundos para a República Islâmica.

Mas dias atrás, vazou uma conversa, em tom de desabafo, entre o presidente Pezeshkian e um alto oficial militar. No diálogo, o líder iraniano diz que a economia do país entrará em colapso nas próximas três semanas caso um cessar-fogo definitivo e imediato não entrasse em vigor. 

E ele não está errado. Guerras anteriores já mostraram que uma campanha militar aérea intensa e ininterrupta, como a que foi realizada contra o Irã durante 40 dias por Israel e os Estados Unidos, pode causar estragos consideráveis, mas não o suficiente para provocar mudança de regime. No entanto, desde a operação que matou o líder supremo, os aiatolás e os militares iranianos parecem ter se esquecido que havia um outro front nessa guerra: a economia do país. E nesse front, eles já perderam a guerra.

Biden e Obama ajudaram o regime iraniano a sobreviver às sanções 

Em seu primeiro mandato, Trump tentou resolver a questão iraniana através de um acordo econômico. Após um ano de renegociações sobre o Plano assinado entre os dois países, que foi costurado por Barak Obama, Trump retirou os Estados Unidos do acordo assinado em 2018 e impôs sanções econômicas ainda mais duras sobre a República Islâmica, numa tentativa de conter o desenvolvimento do seu programa nuclear. Na época, os EUA expandiram o alcance das  sanções, que atingiram não só o Irã, mas os países ou empresas que fechassem negócios com o regime.

Algo em torno de 1,5 milhões de barris de petróleo por dia foram retirados do mercado devido às sanções e o Irã, em apenas um ano, teve um prejuízo de US$ 200 bilhões. O país enfrentou uma crise econômica sem precedentes, mas foi salvo,no último minuto, por Joe Biden em 2021. 

O ex-presidente dos Estados Unidos preferiu encerrar todas as sanções impostas ao Irã por governos anteriores, e ainda enviou à República Islâmica, U$144 bilhões como compensação pelos anos das vacas magras. Logo, o petróleo voltou a jorrar diretamente nas refinarias da China Comunista.

No entanto, os recursos foram desviados da função original que seria reestimular a economia através de investimentos em todo país, ou pelo menos tentar amenizar o alto custo de vida que a população vinha enfrentando. O regime islâmico optou por patrocinar grupos terroristas como o Hamas e o Hezbolá e junto com eles planejou a destruição de Israel (uma questão meramente religiosa, mas tomada como prioridade do governo xiita). Parte do dinheiro enviado por Joe Biden foi usado pelo Hamas no massacre de 07 de outubro de 2023, na guerra que durou dois anos e pelo Hezbolá, em 2024 e 2026 (o atual conflito no Líbano foi interrompido hoje por um cessar-fogo parcial.

Os aiatolás também preferiram focar no programa nuclear, adicionando milhares de centrífugas às já existentes para enriquecer urânio com intuito de obterem a bomba atômica. Mas Trump voltou e logo impôs novas e ainda mais pesadas sanções econômicas. Em outubro, surgiram os primeiros efeitos quando os dois maiores bancos do Irã pediram falência. A inflação disparou e o Rial, a moeda local, desvalorizada dia após dia. Em dezembro, a economia já agonizava.

Grande Bazar de Teerã, onde começaram os protestos de janeiro, antes da guerra | Foto: Reprodução

O Bazar de Teerã, termômetro da economia local, onde eram vendidos os melhores e originais tapetes persa na capital, fechou as portas, e os comerciantes, conhecidos conservadores ligados ao regime, foram às ruas das capitais protestar pelas altas taxas dos impostos. Foi o estopim que deu início às manifestações que quase derrubaram o governo.A reação do establishment foi implacável. Em apenas 3 dias, mais de 40 mil pessoas foram assassinadas porque ousaram protestar contra o regime islâmico xiita.

Trump prometeu ajudar. O mundo aguardou em suspense. Milhares de militares americanos foram enviados para a região e, em 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos autorizou o início da Operação Fúria Épica, que de acordo com a métrica militar, foi considerada um sucesso,forçando o regime iraniano a aceitar um cessar-fogo parcial a fim de evitar que não fosse pulverizado pelas forças aliadas.

Fim do primeiro ato.

O colapso 

Durante o período de guerra e  até  hoje, o governo iraniano restringiu a internet em todo país a 1% do nível normal. Além de isolar a população do mundo exterior, a medida prejudicou, sensivelmente, o comércio. Um dia antes do início da Operação Fúria Épica, uma reportagem da BBC revelou que o apagão da internet ,em janeiro, devastou a economia do país.

Em 1 de fevereiro, o governo tentou contornar a situação, lançando a nota conhecida como  “Irã Cheque”, mas não foi suficiente. Há dez dias, Teerã anunciou mais um nota no mercado: dez milhões de reais, mas a economia também não reagiu. Antes do início da guerra, a inflação era de 40% ao mês.

No dia 6 de março, de acordo com a Chatham House, instituição britânica que analisa questões políticas internacionais, a economia iraniana encolheu 10 % somente na primeira semana do conflito e inflação estava em 60% ao mês. 

As previsões do presidente Pezeshkian, sobre o que vai acontecer nos próximas semanas, estão bem fundadas. Talvez o prazo para o colapso total se estenda caso o Irã volte a exportar petróleo.

A ideia de uma catástrofe econômica é, sem dúvida, o “incentivo” que Trump deu ao regime para que aceite as imposições do governo americano para um acordo definitivo: fim dos programas nuclear, de produção de mísseis balísticos, da força naval e da indústria militar, além da abertura completa do Estreito de Hormuz. 

Hoje, o Irã aceitou abrir a passagem estratégica para navegação comercial efetiva por onde passa 25% do petróleo mundial. Mesmo assim, os Estados Unidos mantiveram o bloqueio naval na entrada do Estreito de Hormuz.

Trump reafirmou que o caminho marítimo só será reaberto quando o regime ceder à todas exigências apresentadas para se firmar um acordo. Mas o regime alega que não vai abrir mão do que considera uma questão de segurança nacional. Sem solução à vista, o colapso previsto por Pezeshkian poderá ocorrer nos próximos 20 dias.

Eventualmente, a falência econômica do estado iraniano poderá levar o povo de volta às ruas para concluir o que não conseguiu há três meses: derrubar, definitivamente, o regime dos aiatolás e encerrar 47 anos de uma ditadura religiosa nefasta, criminosa e terrorista que quase destruiu o povo persa.

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