Presidente da Espanha pede que a UE rompa acordo com Israel e agrava tensão com Netanyahu
O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, intensificou o embate diplomático com Israel ao defender que a União Europeia rompa o acordo de associação com o país. A declaração foi feita durante participação em um fórum internacional, nesta sexta-feira, 10.
No discurso, Sánchez afirmou que a UE não pode permitir que o Líbano “se transforme em uma nova Faixa de Gaza”, em referência à escalada de violência na região. O líder espanhol também acusou Israel de violar compromissos firmados no acordo com o bloco europeu e cobrou uma resposta mais firme por parte dos países membros.
“É preciso coerência e empatia. Não podemos continuar com um acordo com um país que está atropelando princípios fundamentais”, afirmou Sánchez, ao defender a suspensão das relações institucionais nos moldes atuais.
A reação do governo israelense foi imediata. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou a Espanha de promover uma “guerra diplomática” contra Israel e classificou a postura como hostil. Segundo ele, países que adotam esse tipo de posição não devem ser considerados parceiros estratégicos no futuro da região.
Em meio ao agravamento das tensões, Israel decidiu excluir a Espanha de mecanismos internacionais relacionados ao monitoramento da trégua em Gaza, ampliando o desgaste entre os dois governos.
Além das críticas a Israel, Sánchez também aproveitou o discurso para defender maior autonomia estratégica da União Europeia. O presidente espanhol reiterou a necessidade de fortalecer uma política comum de defesa e segurança e propôs acelerar a criação de um exército europeu. “Devemos avançar imediatamente, não em anos”, disse.
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