A previsão climática para o trimestre de maio a julho de 2026 indica chuvas com distribuição irregular e temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica em Mato Grosso do Sul. As projeções do Cemtec (Centro de Monitoramento de Tempo e Clima) são baseadas em modelos de longo prazo do sistema ensemble do Copernicus Programme, que avaliam tendências probabilísticas de precipitação e temperatura do ar. De acordo com a climatologia de referência, calculada a partir da média histórica entre 1981 e 2010, o volume de chuva esperado para o período varia entre 100 e 300 milímetros na maior parte do Estado. No extremo sul, os acumulados costumam ser mais elevados, entre 300 e 400 milímetros. Já nas regiões nordeste, norte e noroeste, a média histórica é menor, com volumes entre 50 e 100 milímetros. Para o período de maio a julho, a previsão indica um padrão de distribuição irregular das chuvas. Apesar disso, as regiões do extremo norte e noroeste podem registrar acumulados totais acima da média histórica. Em relação à temperatura, a normal climatológica aponta médias entre 18°C e 22°C na maior parte do Estado durante o período. De acordo com o Cemtec, no extremo sul, os valores variam entre 16°C e 18°C, enquanto no extremo noroeste ficam entre 22°C e 24°C. Segundo a projeção atual, a tendência é de temperaturas próximas ou ligeiramente acima desses valores, indicando um trimestre com condições mais quentes que o normal, especialmente em dias com menor nebulosidade e maior incidência de radiação solar. El Niño - Outro ponto destacado no boletim do Cemtec é a evolução do fenômeno El Niño–Oscilação Sul. Os modelos climáticos mais recentes indicam 61% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño entre maio e julho. A partir do trimestre julho-agosto-setembro, a ocorrência de El Niño fraco a moderado torna-se predominante. Já entre setembro-outubro-novembro e outubro-novembro-dezembro, aumenta significativamente a chance de episódios fortes e muito fortes, cenário que pode favorecer ondas de calor e períodos prolongados com temperaturas acima da média, especialmente na primavera e início do verão. Apesar disso, conforme o Cemtec, o fenômeno não atua de forma isolada. Em Mato Grosso do Sul, seus impactos ocorrem de forma indireta, por meio da modulação dos padrões atmosféricos e oceânicos em interação com outros sistemas meteorológicos. Assim, os efeitos dependem da combinação destes fatores. As projeções apontam aumento progressivo da chance de ocorrência de eventos moderados a fortes entre a primavera e o início do verão, o que pode favorecer ondas de calor mais frequentes e intensas no Estado. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .