O dólar comercial fechou a R$ 5,10 nesta quarta-feira (8), com queda de 1,01%, após reação do mercado ao anúncio de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A cotação atingiu o menor valor em dois anos no Brasil. O resultado ocorreu no mesmo dia em que o índice Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores brasileira, subiu 2,09% e chegou a 192.201 pontos, novo recorde. A moeda chegou à mínima de R$ 5,06 ao longo do dia. No acumulado, o dólar registra queda de 1,10% na semana, 1,47% no mês e 7,03% no ano. O movimento acompanha o alívio no cenário internacional após a sinalização de trégua no conflito no Oriente Médio. O acordo prevê cessar-fogo de duas semanas e abriu espaço para negociações entre os países. A mediação ocorreu por meio do governo do Paquistão, que também convidou representantes para reunião em Islamabad na sexta-feira (10). Apesar disso, ataques foram registrados nesta quarta em regiões do Golfo Pérsico e no Líbano. A trégua incluiu a reabertura do Estreito de Ormuz, rota importante para o transporte global de petróleo. A medida provocou queda imediata nos preços da commodity. O barril do tipo Brent recuou 11,06% e foi negociado a US$ 97,18. Já o WTI (West Texas Intermediate) caiu 14,25%, a US$ 96,86. Mesmo com novos episódios de violência e dúvidas sobre o acordo, o mercado manteve a reação positiva. O fechamento do estreito voltou a ocorrer após os ataques, mas não alterou o desempenho dos ativos no dia. No cenário econômico, a ata da última reunião do Federal Reserve indicou possibilidade de alta nos juros nos Estados Unidos. Parte dos dirigentes avalia que a medida pode ocorrer caso a inflação permaneça acima da meta de 2%. Ao mesmo tempo, o documento aponta preocupação com desaceleração da economia e enfraquecimento do mercado de trabalho. A taxa básica de juros foi mantida entre 3,50% e 3,75%, com expectativa de novos ajustes conforme o cenário global.