Em Campo Grande, o preço da cesta básica subiu 3,29% em março deste ano em comparação ao mês anterior, segundo boletim divulgado nesta quarta-feira (8) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O valor chegou ao quinto maior entre as capitais (R$ 805,93), sendo que houve aumento em todas elas. Na pesquisa feita entre 13 produtos, os três que tiveram a maior alta na média de preços na capital de Mato Grosso do Sul foram o feijão carioca (13,49%), o tomate (11,08%) e o leite integral (9,20%). Já os três com maiores quedas foram o café em pó (-1,02%), a manteiga (-0,99%) e o açúcar cristal (-0,89%). As compras da batata (7,71%), banana (4,04%), arroz agulhinha (2,84%), carne bovina de primeira (2,15%), farinha de trigo (1,37%) e óleo de soja (0,28%) também encareceram. O último produto pesquisado teve redução e foi o pão francês (-0,61%). Isso significa que o trabalhador assalariado de Campo Grande (remunerado com o salário mínimo de R$ 1.621), precisou trabalhar 109 horas e 23 minutos para adquirir a cesta básica em março deste ano. Considerando o desconto de 7,5% da Previdência Social nessa remuneração, o mesmo trabalhador precisou comprometer 53,75% de sua renda. Acumulado - Quando se analisam as variações dos últimos 12 meses, seis dos 13 produtos tiveram elevação nos preços: feijão carioca (34,34%), café em pó (14,13%), carne bovina de primeira (6,45%), pão francês (6,09%), batata (1,45%) e farinha de trigo (1,37%). Os itens que apresentaram diminuição de preços foram arroz agulhinha (-33,89%), açúcar cristal (-16,67%), tomate (-12,02%), leite integral (-5,74%), manteiga (-3,14%), óleo de soja (-2,06%) e banana (-1,20%).