A Prefeitura de Campo Grande prorrogou por mais nove meses o prazo de execução da obra de reforma e adequação do Centro Municipal de Belas Artes, no bairro Cabreúva. A decisão foi oficializada por meio de termo aditivo ao contrato e publicada no Diogrande (Diário Oficial do município) desta quarta-feira (8). Com a mudança, o prazo da obra foi estendido em 270 dias, passando a valer de 29 de março até 23 de dezembro de 2026. Além disso, o contrato também teve reajuste no valor, passando de R$ 7.719.721,92 para R$ 8.100.103,80 — aumento de R$ 380.381,88. A obra é executada pela CR Arquitetura e Construções Ltda, sob gestão da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos). Segundo o extrato publicado, a prorrogação e o acréscimo de valor estão baseados em justificativa técnica e em readequações no cronograma físico-financeiro. O contrato atual foi firmado em março de 2025, com previsão inicial de conclusão em até 12 meses após a ordem de serviço. Com o novo prazo previsto, a entrega deve ocorrer apenas em dezembro de 2026. A reportagem entrou em contato com a Sisep para saber os motivos da prorrogação do prazo da obra, como está o andamento e qual a previsão de conclusão. O secretário-adjunto da pasta, Paulo Eduardo Cançado, que assumiu o comando de forma interina após a saída de Marcelo Miglioli, explicou que a prorrogação foi necessária devido às chuvas no início deste ano. Ele informou que a pasta tem trabalhado para concluir a obra até o fim do ano. “O volume de chuva este ano foi atípico e nós enfrentamos um problema muito grande, em que é preciso alterar o cronograma de execução da obra. Mas estamos redesenhando o cronograma, os recursos estão alocados para que a obra possa vir a ser concluída”, explica o adjunto. “Estamos programando para isso”, complementa Paulo. A obra - Conforme já noticiado , a intervenção prevê a reforma e adequação de cerca de 4,3 mil metros quadrados da estrutura. Entre os serviços estão a implantação de sistemas de água, esgoto e drenagem de águas pluviais, além de instalações elétricas, climatização, cobertura, esquadrias, pintura, forro em gesso e paisagismo. Quando finalizado, o espaço deverá contar, no térreo, com salas de dança, salas multiuso para cursos, auditório para eventos e um salão de exposições. Já o subsolo abrigará o Arquivo Histórico de Campo Grande, com salas de pesquisa, área de restauração e higienização de acervo, além de setores administrativos. A obra tenta concluir um projeto que se arrasta há décadas. A estrutura começou a ser construída em 1991, ainda sob responsabilidade do governo estadual, com a proposta inicial de abrigar um novo terminal rodoviário. Após mudanças de plano e períodos de abandono, o imóvel foi transferido ao município e passou a ser destinado a um centro cultural. Em 2007, um acordo com o Ministério Público Estadual redefiniu o uso do espaço, consolidando o projeto do Centro Municipal de Belas Artes. Em 2018, um novo acordo foi firmado para viabilizar a conclusão e, em 2021, foi lançada licitação para dar continuidade às obras, mas que nunca tiveram conclusão. Já em março de 2025, a prefeita Adriane Lopes (PP) firmou novo contrato para terminar a obra. O contrato vigente supera em mais do que o dobro uma tentativa anterior de conclusão, que previa investimento de R$ 4,4 milhões para finalizar cerca de 40% da obra restante, antes de ser rompido. [**] Matéria editada às 10h55 do dia 8 de abril para acréscimo da resposta do secretário-adjunto da Sisep.