Diante do aumento de casos de chikungunya em Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) irá realizar capacitação de profissionais para lidar com a doença. A web aula “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, será transmitida nesta segunda-feira (06), às 18h, por meio da plataforma Telessaúde, podendo ser acessada pelo link: participe.saude.ms.gov.br/webaulas . A capacitação será conduzida pela médica infectologista Andyane Tetila. O objetivo é atualizar os profissionais sobre o manejo clínico da chikungunya, promovendo o diagnóstico oportuno, a padronização das condutas e a redução de complicações e óbitos. Na visão da gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, a participação dos profissionais ajuda a fortalecer a resposta da rede de saúde diante do cenário atual. “É essencial que os profissionais que estão na linha de frente estejam atualizados sobre o manejo clínico da chikungunya, especialmente neste momento de aumento de casos. A capacitação contribui diretamente para um atendimento mais qualificado, com diagnóstico mais ágil e condutas adequadas, refletindo na redução de complicações e na melhor assistência à população”, destacou. As aulas são direcionadas a profissionais da Atenção Primária à Saúde, serviços de urgência e emergência, vigilância epidemiológica e demais trabalhadores da rede envolvidos no atendimento e manejo dos casos. Dourados é o município que concentra mais casos. Dados atualizados até 2 de abril apontam 2.812 notificações de chikungunya na região. Desse total, 1.198 casos foram confirmados, 430 descartados e 1.184 seguem em investigação. A maior concentração está nas aldeias indígenas, que somam 822 casos confirmados, o equivalente a 68,6% do total. Outras medidas – A SES mantém suporte contínuo aos municípios nas áreas de diagnóstico e controle vetorial. Além disso, o Lacen-MS (Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul) segue realizando a análise e confirmação oportuna dos casos. O Governo do Estado disponibiliza bombas costais motorizadas, UBV (Ultra Baixo Volume) pesado (fumacê), BRI (Borrifação Residual Intradomiciliar) em pontos estratégicos, além da instalação de EDL (Estações Disseminadoras de Larvicidas) e apoio logístico, com atuação direta das equipes em campo. Mato Grosso do Sul também conta com a ativação do COE (Centro de Operações de Emergência), que permitirá o acompanhamento sistemático do cenário epidemiológico. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .