Dourados segue sob epidemia de chikungunya, com divulgação de boletins diários para acompanhamento doença. Divulgado por volta das 12h30 desta sexta-feira (3), os últimos dados revelam mais 61 confirmações em 24 horas. "Houve um aumento expressivo no número de casos porque muitos registros estavam represados", justificou a Secretaria Municipal de Saúde. Até ontem (2), eram 1.198 casos confirmados este ano, número que aumentou para os atuais 1.259. A maior preocupação continua sendo a população indígena. As confirmações em aldeias somam 914. O total de 218 moradores da Reserva Indígena precisou de atendimento hospitalar. Não houve novas mortes notificadas. As vítimas já somam cinco: uma mulher de 69 anos, um homem de 73 anos, uma mulher de 60 anos e dois bebês, de três meses e um mês de idade. Todas elas são indígenas. Ainda de acordo com o boletim, há 32 pessoas internadas atualmente com casos suspeitos e confirmados. O índice da doença encontra-se em 11,67 a cada mil habitantes. "Outro fator preocupante é a taxa de positividade dos casos que no momento está em 74,02%, que nos demonstra que a grande maioria dos que apresentam sintomas e são testados apresentam resultado positivo para a doença", frisa o documento. O boletim sinaliza, por fim, que a doença começa a se alastrar pela área urbana do município, embora ainda concentrada na Reserva Indígena. Recursos – Nesta quinta-feira (2), a Sedec (Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil) aprovou o primeiro plano de trabalho para ações de restabelecimento no município de Dourados no valor de R$ 974,1 mil. Com isso, até o momento, serão repassados R$ 2,3 milhões para auxiliar a cidade no enfrentamento da doença, informou o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.