Ministério Público de São Paulo desiste de ação contra Monark por falas sobre nazismo
O Ministério Público de São Paulo desistiu da ação civil pública movida contra o influenciador Bruno Monteiro Aiub por declarações feitas em 2022 sobre o nazismo durante participação no Flow Podcast. Em manifestação assinada em 31 de março de 2026, o órgão concluiu que as falas se enquadram como uma “defesa abstrata (embora equivocada) da liberdade de convicção e expressão”, e não como apologia ao ideário nazista.
O influenciador havia sido investigado por possível apologia ao nazismo após afirmar, durante o programa, que um partido nazista deveria ser reconhecido e que pessoas teriam o direito de expressar posições contra judeus. À época, ele pediu desculpas, alegando que estava alcoolizado, e foi desligado do projeto que ajudou a fundar, além de perder contratos com anunciantes.
Na avaliação do MPSP, Monark também manifestou repúdio ao nazismo em outros momentos e suas declarações ocorreram em um contexto de debate sobre os limites da liberdade de expressão e da atuação do Estado, sem caracterizar discurso de ódio, incitação à violência ou dano social juridicamente comprovado.
A manifestação foi assinada pelo promotor Marcelo Otavio Camargo Ramos, da área de Direitos Humanos, que opinou pela improcedência da ação.
Em nota, a Free Speech Union Brasil, que atuou na defesa do influenciador, afirmou que a decisão representa uma vitória para a liberdade de debate. Monark também declarou que ficou satisfeito com o posicionamento do Ministério Público e classificou o desfecho como positivo para o país.
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