A COP15 (15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias) termina neste domingo (28) com avaliação positiva dos participantes e avanços considerados estratégicos para a proteção da biodiversidade. Entre os principais resultados estão a inclusão de novas espécies sob proteção internacional, reforço da cooperação entre países e maior prioridade às áreas úmidas como o Pantanal. De acordo com o presidente da COP15, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, a avaliação dos delegados foi amplamente favorável. “A avaliação generalizada é extremamente positiva. Praticamente todos os documentos foram aprovados e houve aplauso coletivo ao final da etapa técnica”, afirmou ao Campo Grande News durante lançamento do Bosque da COP15, na tarde deste sábado. Um dos principais avanços, conforme Capobianco, foi a atualização do relatório global sobre espécies migratórias, que aponta agravamento do quadro de conservação. A partir disso, os países reforçaram o compromisso com mais investimentos, cooperação e ações de proteção. Para o presidente, a conferência também consolidou o papel do Brasil nas negociações multilaterais ambientais, pois o país demonstrou capacidade de articulação e apoio aos acordos coordenados pela ONU (Organização das Nações Unidas). “O Brasil consolida seu papel como país que contribui para os acordos multilaterais e para o fortalecimento da proteção ambiental”, disse. Além dos resultados técnicos, Capobianco afirmou que a organização do evento foi destacada pelos participantes internacionais. Segundo ele, representantes de diferentes países elogiaram a estrutura e a receptividade, consideradas acima do padrão de conferências similares. Capobianco afirmou que as etapas de discussão foram encerradas neste sábado (28). “Ficou apenas um documento para amanhã (29), que é a questão do orçamento, mas todo o resto foi deliberado e aprovado”, comemorou. Resultados - A secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais, Rita Mesquita, também classificou os encaminhamentos da COP15 como positivos e afirmou que as propostas apoiadas pelo Ministério do Meio Ambiente avançaram ao longo das negociações. Segundo ela, o resultado até aqui gera um “sentimento de missão cumprida”, especialmente porque as iniciativas defendidas ou apoiadas pelo Brasil tiveram progresso. Entre os principais objetivos alcançados, Rita Mesquita apontou a aprovação do plano de ação dos bagres migradores da Amazônia e o avanço na inclusão da ariranha nos dois apêndices da CMS (Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres), proposta que não partiu do Brasil, mas recebeu apoio do país. Ela também mencionou outros resultados considerados relevantes, como avanços relacionados a espécies de tubarões e raias, além da inclusão de várias aves consideradas importantes. Outro destaque citado foi o plano voltado à onça, que, segundo a secretária, envolve iniciativas de cooperação entre diferentes países. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .