Leoa do Zoológico de Goiânia pode ser a mais velha da espécie em cativeiro no mundo
O Zoológico de Goiânia apura se a leoa Ana pode ser a mais velha da espécie viva em cativeiro no momento. Segundo a administração, ela chegou ao local em maio de 2001, após ser resgatada de um circo, com cerca de quatro a cinco meses de vida. A estimativa é de que ela tenha nascido em janeiro daquele ano e esteja com 25 anos. A instituição avalia, inclusive, buscar reconhecimento no Guinness World Records, conhecido como o “Livro dos Recordes”.
“Estamos investigando e ainda não encontramos algum animal que seja mais velho que ela, sob cuidados em zoológicos ou em unidades de conservação”, contou Jamile França, supervisora-geral do zoológico. “Por conta disso, temos a suspeita de que ela seja, sim, realmente a leoa mais velha em cativeiro”, acrescentou.
Segundo a supervisora, caso a possibilidade se concretize, a instituição pode buscar reconhecimento no Guinness World Records. “É interessante para deixar esse marco registrado na história. Mas, antes de tudo, precisamos confirmar essa questão da idade e, posteriormente, com esses documentos, entrar no Guinness”, ressaltou.
Ana foi resgatada de um circo em Anápolis e chegou ao zoológico em maio de 2001. Na época, apresentava problemas de saúde, como anquilose, condição que compromete a mobilidade. “Dentro dessas condições, ela recebeu tratamento e foi cuidada. Por ser um animal que veio de circo e não teve esse aprendizado da vida na natureza, ficou impossibilitada de ser reintroduzida e vive aqui desde então, recebendo todos os cuidados”, afirmou.
Atualmente, com quase 25 anos, Ana tem uma idade considerada acima da média para a espécie. Na natureza, leões costumam viver cerca de 15 anos, enquanto, em cativeiro, a expectativa gira entre 20 e 25 anos. Além dela, o Zoológico de Goiânia também abriga o macho Lailos.
Historicamente, conforme o site Oldest.org, o leão mais velho da história foi Arjun, que viveu 29 anos e morreu em 2018, na Índia. Na sequência, aparece a leoa Zenda, da África do Sul, que viveu 25 anos e morreu em 2020. Já o caso mais recente é o de Loonkito, que foi morto aos 19 anos por agricultores no Quênia, em 2023.
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