O dólar subiu 0,69% e fechou cotado a R$ 5,25 nesta quinta-feira (26), pressionado pela incerteza sobre a guerra no Oriente Médio e pela inflação acima do esperado no Brasil. O Ibovespa caiu 1,45% e encerrou aos 182.733 pontos, refletindo o cenário externo e os dados econômicos internos. A tensão internacional voltou ao radar após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), que disse não saber se quer firmar acordo com o Irã. No dia anterior, autoridades iranianas rejeitaram a proposta de cessar-fogo apresentada pelos norte-americanos e sugeriram novas condições, o que ampliou a incerteza sobre o conflito. O impasse elevou o preço do petróleo e derrubou bolsas ao redor do mundo. Por volta das 17h, o barril do tipo Brent subiu 5,29%, a US$ 107,63, enquanto o WTI (West Texas Intermediate) avançou 4,37%, a US$ 94,27. A alta da commodity reforçou o receio sobre impactos na economia global. No Brasil, o principal dado do dia foi o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor) de março, que registrou alta de 0,44%. O índice ficou acima da expectativa do mercado, que projetava avanço de 0,29%. Em 12 meses, a inflação acumula alta de 3,90%. O resultado indica continuidade da pressão sobre preços, influenciada também por fatores externos. O cenário aumenta a chance de o Banco Central manter a taxa básica de juros elevada por mais tempo. O levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta aumento em todos os nove grupos pesquisados. Alimentação e bebidas subiram 0,88%, despesas pessoais avançaram 0,82% e vestuário teve alta de 0,47%. Habitação registrou 0,24% e transportes, 0,21%. Na semana, o dólar acumula queda de 0,99%. No mês, a moeda sobe 2,38%, enquanto no ano registra recuo de 4,24%. Já o Ibovespa acumula alta de 3,70% na semana, queda de 3,21% no mês e avanço de 13,41% no ano.