O tema central era a proteção da fauna e biodiversidade, mas o governador Eduardo Riedel (PP) aproveitou a passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por Campo Grande neste domingo, em reunião de lideranças da COP15, para falar sobre assuntos de interesse de Mato Grosso do Sul e que se relacionam com a União. Entre eles, constam a Rota Bioceânica e investimentos em rodovias, comentou o governador esta manhã. Sobre a Rota, cuja ponte sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho, avança com frentes nos dois lados do rio, Riedel conversou com o presidente sobre o contorno, no lado brasileiro, que cabe à União concluir. A obra está em curso e o governador disse que conversaram sobre a necessidade de haver recursos para garantir a continuidade e não haver risco de a ponte estar pronta, mas sem meio de acesso. Riedel apontou que o tema investimento seguiu por outras obras de infraestrutura. Ele mencionou que o Governo Estadual precisa da conclusão de trâmites burocráticos para acessar empréstimo internacional de US$ 200 milhões, que requer aprovação no Senado. O recurso será usado para obras rodoviárias na região do Vale do Ivinhema, no sudeste do Estado. Segundo o governador, este é um dos projetos que estão na Casa Civil que precisam ser liberados para análise pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) da casa legislativa para ser aprovado e seguir para o Banco Mundial. “Ele ficou de checar, verificar em que pé está, que está dependendo só de uma decisão da Casa Civil”, explicou. Ainda ligado à infraestrutura, outro tema tratado pelos dois chefes do Poder Executivo foi a concessão da Rota da Celulose. O governo sul-mato-grossense conduziu o processo após a União delegar à gestão local trechos das BR-262 e BR-267, em um bloco que incluiu as MS-040, 338 e 395. “Conversamos do êxito da concessão.” Além dos trechos mencionados, também está pendente a liberação de R$ 950 milhões do Banco do Brasil, igualmente para obras rodoviárias e nos municípios, empréstimo aprovado pelos deputados estaduais e que já teve tramitação autorizada por instâncias econômicas do Governo Federal. Com a ampliação e diversificação de atividades econômicas no Estado, ligadas à celulose, biocombustíveis e até laranja, o Governo aposta em estradas para oferecer logística para o desenvolvimento dos empreendimentos.