A procura por produtos além da ração para cães e gatos tem crescido e já reflete mudanças no comportamento dos tutores. Em enquete recente com leitores, 55% afirmaram que passaram a comprar mais itens para os pets nos últimos anos, enquanto 45% disseram não ver necessidade. Esse movimento ajuda a explicar o surgimento de nichos como a confeitaria pet, que adapta datas comemorativas tradicionais, como a Páscoa, para o consumo animal. Em Campo Grande, a confeiteira pet Lindy dos Santos produz um cardápio específico para o período. Segundo ela, a proposta não é reproduzir os doces humanos, mas criar versões seguras para os animais. “Tudo é feito com ingredientes naturais e sem conservantes artificiais. O chocolate, por exemplo, é tóxico para pets, então usamos alfarroba, que permite chegar a uma textura e cor semelhantes sem risco”, explica. As receitas levam itens como ovo, farinha sem glúten e azeite. Ingredientes de origem animal são evitados, a menos que haja solicitação do tutor, principalmente por conta de alergias, que têm se tornado mais comuns. A entrada no segmento aconteceu durante a pandemia. Lindy conta que começou produzindo bolos simples para os próprios animais e, com a demanda de conhecidos, buscou especialização. “Fui atrás de cursos, muitos ainda fora do país, porque aqui esse mercado ainda estava começando”, afirma. Hoje, o cardápio inclui ovos de Páscoa adaptados, petiscos temáticos, bolos e cestas. Os valores variam entre R$ 10 e R$ 120. Apesar do crescimento, o consumo desse tipo de produto ainda divide opiniões. Há quem considere desnecessário investir em itens mais elaborados para animais. Para Lindy, a procura está diretamente ligada à mudança na relação entre tutores e pets. “Para muitas pessoas, eles são membros da família. E isso acaba refletindo também na forma como são incluídos nas datas comemorativas”, diz. Quem quiser comprar, o contato é (67) 98417-3269.