Um homem de 45 anos foi preso na manhã de quinta-feira (19) por suspeita de estupro de vulnerável contra a enteada de seu irmão, uma adolescente de 13 anos. Ele estava com mandado em aberto e foi capturado no trabalho, no Bairro Vila Carvalho, em Campo Grande, e o caso foi denunciado por sua ex-esposa, em dezembro do ano passado. A investigação conduzida pela DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) aponta que o suspeito pagou para manter relacionamento com adolescente de setembro de 2025 a fevereiro de 2026. O homem é irmão do padrasto da vítima e a mãe da adolescente chegou a afirmar que tentou proibir o relacionamento dos dois, mas em razão da “rebeldia” da menina que ameaçava fugir de casa, permitiu que ela fosse morar com o suspeito. A mulher relatou que ficou sabendo que os dois estavam trocando mensagens e chegou a tirar o celular da adolescente para impedir as conversas. Além disso, ela colocou a menina de castigo, mas nada adiantou e então decidiu ligar para o cunhado buscá-la. Em seu depoimento, o suspeito negou qualquer relacionamento com a adolescente. O homem relatou que levou a menina para sua casa, mas que não mantiveram nenhuma relação íntima. Eles conversaram e foram dormir. O suspeito ainda afirmou que a intenção era levá-la para a casa da avó em outra cidade. A adolescente também negou ter qualquer tipo de relacionamento com o suspeito. Mas admitiu que gostava do homem e que se pudesse namoraria com ele. Inclusive, ela teria pedido ao pai para emancipá-la para viver com ele. De acordo com a Polícia Civil, a DEPCA solicitou a quebra de sigilo telefônico e, a partir de mensagens extraídas de aparelhos eletrônicos, foi possível obter indícios da existência de vínculo íntimo entre o homem e a adolescente. Além disso, há suspeitas de que a mãe estaria recebendo dinheiro para permitir o relacionamento entre os dois e os três chegaram a combinar o que diriam caso tudo fosse descoberto. Com isso, a Justiça destacou que há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime, considerado grave, o que motivou a decretação da prisão preventiva para garantir a ordem pública e evitar prejuízo às investigações. Ainda segundo a decisão judicial, a medida também visa proteger a vítima e assegurar a correta instrução do processo, já que existe risco de interferência na coleta de provas. A mãe da menina também teve a prisão preventiva decretada, mas a ordem judicial ainda não foi cumprida. O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. O caso tramita em segredo de Justiça.