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Январь
2026

Dois anos sem falar? Saiba por que se preocupar com atraso do seu bebê

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Aos dois anos, a casa deveria ser preenchida por frases curtas, pedidos desconexos e aquela “tagarelice” de criança descobrindo o mundo, mas e se essa fala não vem? Quando é a hora de se preocupar? Afinal, de fato existe tempo certo para que as crianças comecem a falar? Essas são as perguntas que muitos pais, principalmente os de primeira viagem, fazem quando o filho chega nessa idade e não fala nada. Para responder à dúvida, o Lado B trouxe a fonoaudióloga e professora doutora Inesila Montenegro e a neuropsicóloga Janaina Lobo. Segundo elas, a dúvida é comum entre famílias, mas a resposta é sim: existe idade esperada para a criança começar a falar, respeitando os marcos do neurodesenvolvimento e a chamada janela de aquisição da linguagem. Segundo a professora, a fala segue um percurso parecido com o da marcha. “Sempre existiu idade para falar. A fala, assim como a marcha, tem idade de aquisição dentro dos marcos do neurodesenvolvimento”. De forma geral, aos 2 anos, a criança já deve estar se comunicando por meio de frases simples. Quando isso não acontece, o sinal de alerta precisa ser ligado. A especialista explica que a criança bem estimulada pode, sim, falar mais e melhor, mas sempre dentro dos marcos do desenvolvimento. Ela explica que as crianças precisam dialogar, ouvir pessoas conversando, interagindo com elas. “Não tem como fugir da idade preditora. Crianças estimuladas podem se desenvolver com mais segurança e confiança, mas se aos 2 anos não houver evolução da comunicação, dos balbucios para palavras, frases simples e frases mais complexas, precisamos começar a nos preocupar. Às vezes, até se a pessoa que cuida da criança não fala muito, isso interfere na comunicação da criança. Se ela está mais passiva, não tem interação, não é exposta a estímulos ou tem uma estimulação empobrecida, convive com poucas crianças. Isso também influencia”. A neuropsicóloga Janaina Lobo reforça que não existe uma idade rígida, mas sim uma janela de desenvolvimento que precisa ser respeitada. “A maioria das crianças, por volta de um ano, fala uma palavra funcional. Algumas falam aos dez meses, outras entre 1 e 2 anos. Por isso, trabalhamos com uma margem”. Aos 18 meses, o esperado é que a criança fale entre seis e quinze palavras. Já aos dois anos, ela deve começar a formar pequenas frases, como ‘mamãe dá’, ‘quer água’ ou ‘cadê, auau’. Quando a criança sai dessa margem, o atraso passa a ser considerado relevante. “Uma criança de dois anos que está começando a falar as primeiras palavras está com marcos de uma criança de 1 ano a 1 ano e meio”, explica Janaina. Nesse caso, pode haver prejuízo de fala, ainda que não necessariamente de linguagem. Como profissional de intervenção precoce, ela é categórica: “quanto antes, melhor”. Até os 3 anos, o cérebro da criança vive uma fase intensa de neuroplasticidade, com maior capacidade de criar conexões e compensar defasagens. “Esperar o atraso se agravar dificulta a recuperação”. Nem tudo é autismo Apesar de muitos pais desconfiarem de autismo, nem todo atraso de fala significa que a criança tenha o espectro. O problema também pode ser devido a otites silenciosas (inflamações ou infecções), ou seja, problemas de audição, que podem prejudicar a audição sem causar dor, mascarando o problema e atrasando o desenvolvimento da fala. Nesses casos, a criança até entende, mas não consegue evoluir na comunicação verbal. Outro fator que preocupa os especialistas é a exposição excessiva às telas. Inesila reforça que, antes dos 3 anos, a recomendação das sociedades de Pediatria e Fonoaudiologia é clara: “zero tela”. “A criança pode ter atraso de linguagem com grande desequilíbrio entre compreensão e expressão. Ela entende tudo, sabe tudo, mas não fala nada”. Para ela, a comunicação é uma via de mão dupla: “eu falo, você escuta; você fala, eu escuto e respondo”. Sem interação, esse ciclo se rompe. Sinais de alerta Os sinais de alerta podem surgir cedo. Aos seis meses, o bebê deve atender pelo nome, imitar sons, fazer rastreamento auditivo e demonstrar atenção compartilhada. Por volta de um ano, esses comportamentos precisam estar consolidados, junto com as primeiras palavrinhas. Aos dois anos, a criança já entende comandos, reconhece partes do corpo e começa a se expressar por frases. A ausência desses marcos indica que algo não vai bem. Janaina também chama atenção para diferenças importantes entre fala e linguagem. “A fala é a capacidade de produzir palavras. A linguagem é mais ampla, envolve comunicação, interação e compreensão”. Uma criança que entende tudo, mas não fala, pode ter atraso específico de fala e deve ser avaliada por um fonoaudiólogo. Já quando não há interação, brincadeira funcional ou reciprocidade, a avaliação precisa ser mais ampla, envolvendo neuropsicólogo ou neuropediatra. Sobre a ideia de que as crianças falam mais cedo hoje, a especialista discorda. Para ela, o cenário atual tem provocado o efeito oposto. “Excesso de telas, menos brincadeira de chão, menos tempo de qualidade com os pais e escolarização muito precoce têm atrasado o desenvolvimento da fala”. A tecnologia, segundo Janaina, pode ser uma aliada em processos terapêuticos, mas não substitui a experiência sensorial e a interação humana. “Quando a criança está sentada em plano vertical olhando a tela, que é só duas dimensões, e não está tendo contato com o chão, com a natureza, com o peso e com as interações do mundo, a tendência é lentificar o processo de fala e comunicação”. Quando a família percebe que a criança não fala como as outras ou apresenta lentidão no desenvolvimento da comunicação, a orientação é clara: procurar ajuda profissional o quanto antes. “Seu filho se comunica bem, dorme bem, come bem, interage bem, brinca muito bem com as criancinhas, mas não está falando. A gente pode começar por um médico ou um otorrino, fazer uma avaliação auditiva e, em seguida, ir para o fonoaudiólogo ver por que a fala não está vindo. É um atraso mais global. Então, se não interage, não socializa, brinca de forma repetitiva, faz movimentos estereotipados, tem uma linguagem ecolálica, pode procurar um neuropediatra ou neuropsicólogo”.





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