Shoji Morimoto não era um malandro. Tinha um mestrado em física, era um tipo calado, comum, sem talentos especiais. Mas um dia, cansado de trabalhos que não o satisfaziam, fez uma publicação nas redes sociais que mudou tudo: “Alugo-me para não fazer nada. Posso estar contigo, ouvir-te, acompanhar-te. Não cozinho, não limpo, não dou conselhos. Apenas existo contigo. Preço: transporte e comida”. Viralizou em um dia. Bastou um dia para a mensagem do Morimoto viralizar. Ele tinha postado apenas por brincadeira, mas no dia seguinte, uma mulher pediu-lhe para acompanhá-la para assinar seus papéis de divórcio. Ela não queria fazer isso sozinha. Uma jovem que saía do hospital após uma cirurgia, pediu-lhe para caminhar com ele até sua casa, em silêncio. Uma idosa convidou-o para comer, só para não mastigar sozinha. Apenas ouvir chorar. Morimoto foi contratado para ver um pôr do sol. Para segurar um guarda-chuva. Para ouvir alguém chorar durante uma hora sem julgar. Certa vez, um moça disse-lhe: “Só quero que alguém me veja subir ao palco. Ninguém de minha família quis vir”. Ganhou um programa de televisão e um livro. A maneira curiosa de ganhar a vida rendeu a Morimoto dezenas de milhares de seguidores nas redes sociais, um programa de televisão inspirado em seu “negócio" e o encorajou a escrever um livro sobre suas experiências com os “clientes”. Se você já se perguntou qual o seu papel nesta vida e ainda não conseguiu encontrar uma resposta, provavelmente sua melhor aposta é não fazer absolutamente nada.