Macron critica ameaça de Trump e rejeita tarifas ligadas à Groenlândia
O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou como “inaceitável” a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas comerciais relacionadas à Groenlândia. A declaração foi feita neste sábado (17), após Trump voltar a defender a compra do território e ameaçar aliados europeus com sanções econômicas.
Em publicação na rede social X, Macron afirmou que a Europa não aceitará pressões desse tipo. “Nenhuma intimidação ou ameaça nos influenciará, nem na Ucrânia, nem na Groenlândia, nem em qualquer outro lugar do mundo”, escreveu o presidente francês. Segundo ele, disputas internacionais não podem ser conduzidas por meio de coerção econômica.
Macron também alertou que, caso as medidas anunciadas pelos Estados Unidos se confirmem, a resposta do continente será articulada. “As ameaças de tarifas são inaceitáveis e não têm lugar neste contexto. Os europeus responderão de forma unida e coordenada”, afirmou.
A posição foi reforçada pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, que disse que a União Europeia já discute uma reação conjunta às declarações do governo americano. “A União Europeia será sempre muito firme na defesa do direito internacional, onde quer que ele esteja”, declarou durante entrevista coletiva.
As tensões aumentaram após Trump anunciar que pretende aplicar tarifas de 10% sobre produtos de países europeus a partir de 1º de fevereiro de 2026, percentual que poderia subir para 25% em junho. Segundo o presidente americano, a medida atingiria nações que se opuserem ao plano dos EUA de adquirir a Groenlândia, entre elas Dinamarca, França, Alemanha e Reino Unido.
Trump defende a anexação do território desde o início de seu segundo mandato, argumentando que a ilha é estratégica para a segurança do Ártico e para a construção de um sistema antimísseis conhecido como “Domo de Ouro”. Localizada entre os Estados Unidos e a Rússia, a Groenlândia abriga uma base militar americana, embora a presença dos EUA tenha sido reduzida nos últimos anos.
Diante do agravamento do discurso, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia enviaram tropas à região nesta semana, a pedido da Dinamarca, responsável pela política externa e de defesa do território. O governo dos Estados Unidos minimizou o movimento. A porta-voz da Casa Branca afirmou que o envio das forças europeias não muda a posição do presidente. “Não acho que tropas europeias influenciem o processo de decisão do presidente, nem o objetivo de adquirir a Groenlândia”, disse.
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