O goleiro Bruno Fernandes, pai de Bruninho Samudio, afirmou nas redes sociais que havia marcado um encontro para conhecer o filho, mas decidiu cancelar após alegar que a família teria armado uma situação para envolvê-lo em um documentário. O comunicado foi publicado nesta quinta-feira (15). Bruno foi condenado pelo assassinato e ocultação do corpo de Eliza Samudio, mãe do menino. De acordo com a nota divulgada no Instagram do goleiro, o encontro aconteceria em local previamente desconhecido e só seria informado após a chegada dele ao estado do Rio de Janeiro. “Algo que sempre quis que acontecesse e que seria um dia muito importante para mim e para ele”, escreveu. Ainda segundo Bruno, a família de Bruninho exigiu que ele comparecesse sozinho, sem a presença de advogado ou da atual esposa, o que, conforme o jogador, contraria as determinações judiciais. Ele destaca que há uma medida protetiva que o impede de se aproximar do filho. “Eu já estava suspeitando que isso fosse uma armação. Diante disso, creio que a intenção dela nunca foi que eu conhecesse meu filho. Isso era uma armadilha para que eu falasse alguma coisa relacionada à Eliza”, escreveu. Bruno também alegou que haveria câmeras escondidas no local onde ocorreria o encontro, com o objetivo de registrar declarações que poderiam ser usadas em um suposto documentário sobre o filho. Na nota, o goleiro afirma que segue à disposição da Justiça e manifesta o desejo de, futuramente, encontrar Bruninho em condições que garantam segurança jurídica. “Quero dizer ao meu filho que tenho muita vontade de poder abraçá-lo e conversarmos”, concluiu. O caso envolvendo o goleiro Bruno Fernandes e o filho que teve com Eliza Samudio se arrasta há mais de uma década. Em 2022, Bruno questionou judicialmente a paternidade de Bruninho, movimento interpretado como tentativa de se livrar do pagamento de indenização. No mesmo ano, após solicitar exame de DNA, o jogador voltou a se manifestar publicamente afirmando que desejava se aproximar do filho. Em 2024, a Justiça voltou a se pronunciar sobre o caso ao determinar que Bruno efetuasse o pagamento de R$ 1,9 milhão ao filho, valor referente a indenizações e obrigações financeiras acumuladas ao longo dos anos. No início deste mês, o passaporte de Eliza Samudio foi encontrado em um imóvel alugado em Portugal. O documento estava guardado entre livros em uma estante e foi localizado pelo inquilino do local. Em seguida, o passaporte foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil no país. À imprensa, a mãe de Eliza, Sônia Moura, afirmou que tomou conhecimento do caso, mas que só irá se manifestar após uma análise detalhada do documento. Já a irmã de Eliza, Arlie Moura, de 27 anos, também comentou o episódio. Em entrevista ao portal O Tempo, ela disse que a descoberta abalou a família e que o passaporte precisa ser investigado.