Para quem pensa que a rotina de cuidados com um cão ou gato termina no banho e na alimentação, há um detalhe de saúde que frequentemente passa despercebido, o corte das unhas. Esse hábito simples à primeira vista tem impacto direto no bem-estar, na postura e até na longevidade dos animais de estimação. “As unhas dos animais crescem continuamente, e se não forem aparadas com regularidade podem causar dor, modificar a forma como o pet caminha e até levar a alterações nas articulações”, explica o médico veterinário Felipe Alonso. Segundo ele, unhas muito longas podem fazer com que o animal apoie os dedos de forma inadequada, forçando articulações e provocando desconforto progressivo. Um dos principais sinais de que as unhas estão grandes demais é o ruído característico de “tic-tic” quando o cão caminha sobre pisos duros. “Esse som é um indicativo clássico de que as unhas já ultrapassaram as almofadinhas e estão batendo no chão”, detalha. Ele acrescenta que isso pode alterar o equilíbrio e a postura: “Com o tempo, o pet pode começar a distribuir o peso de forma errada e até desenvolver dores nas articulações e coluna”. Unhas excessivamente compridas tendem a se enroscar em objetos, quebrar ou até se curvar e crescer em direção à pele, criando abscessos ou infecções dolorosas. Com que frequência aparar e como fazer em casa? A recomendação é que a rotina de corte de unhas seja observada com atenção. Em geral, cães que caminham frequentemente sobre superfícies duras, como calçadas e pisos cimentados, podem desgastar naturalmente as unhas. No entanto, para animais que passam a maior parte do tempo em ambientes mais macios, como grama ou dentro de casa, a manutenção com tesouras ou cortadores específicos é essencial. “O ideal é olhar as unhas a cada duas a quatro semanas e apará-las conforme necessário, sem jamais cortar o que chamamos de ‘sabugo’, a região interna com vasos e nervos”, alerta Alonso. O veterinário também ressalta que o ambiente e a técnica são fundamentais. “É importante fazer esse procedimento em um local calmo, com boa iluminação e, se possível, com a ajuda de outra pessoa para segurar o pet com segurança. Sempre cortar pouco por vez para evitar atingir vasos sanguíneos”, destaca. A recomendação de cortar apenas pequenos milímetros por vez evita sangramentos e reduz o estresse do animal durante o processo. Para tutores que não se sentem seguros ou cujo pet se mostra muito ansioso ou resistente, Alonso diz que a ajuda profissional é essencial. “O veterinário ou um profissional treinado pode demonstrar as técnicas corretas ou fazer o corte de forma mais segura, além de detectar sinais precoces de problemas nas patas ou articulações”, aconselha. O corte regular das unhas não só melhora a locomoção, como também influencia a higiene geral do animal. Unhas muito longas abrigam sujeira, podendo acumular fungos, bactérias e causar odores desagradáveis. Alonso observa que “manter as unhas adequadas contribui para o bem-estar do pet e evita que ele desenvolva costumes indesejáveis, como lambedura excessiva das patas”. Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial , Facebook e Twitter . Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui) . Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News .