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Agenda de leituras para 2026 de escritores, intelectuais e jornalistas (Parte 1)

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Gyovana Carneiro

Professora da EMAC/UFG

Faço listas como quem escolhe repertório: com a consciência de que nenhum programa dá conta do mundo, mas alguns recortes conseguem revelar o essencial. Ao longo do ano, leio muito do que se poderia chamar de “biblioteca de ofício”: história da música, apreciação musical, educação, biografias de intérpretes e compositores, além de artigos e estudos bastante específicos. Nem tudo isso vira indicação pública, há leituras que servem para sustentar uma pesquisa, resolver uma dúvida técnica, abrir um caminho de aula.

Mas, de tempos em tempos, surgem livros que escapam desse destino “de especialista” e pedem partilha. Alguns porque transformam assunto em narrativa (e narrativa em experiência). Outros porque têm a rara capacidade de reunir precisão e encantamento, como se unissem partitura e improviso. E há ainda os livros que leio simplesmente por prazer, e que, no fundo, também me formam: o deleite não é descanso da vida intelectual; é uma outra maneira de aprender.

Nesta lista entram também os reencontros como livros antigos que volto a abrir e que, como certas obras musicais, mudam quando mudamos nós. E entram os presentes: amigos que garimpam sebos e me oferecem edições raras, amareladas, cheias de história, pequenos achados que lembram que ler é também uma forma de arqueologia afetiva.

O que segue, então, é uma curadoria pessoal: um pouco do que li e do que recomendo para 2026 entre romances atravessados pela música, perfis que reconstroem bastidores da cultura brasileira, biografias que ajudam a pensar a arte do intérprete, reflexões fundamentais sobre educação e um romance recente de uma das vozes mais potentes da literatura contemporânea.

1 — Abelhas e Trovoada ao Longe, de Riku Onda

Romance profundamente musical, ambientado em um dos mais importantes concursos internacionais de piano. Riku Onda constrói personagens atravessados por silêncio, disciplina, trauma e transcendência, em uma narrativa que traduz o som em palavra. A música não aparece como tema decorativo, mas como estrutura interna do livro com suas tensões, repetições e clímax. Uma leitura hipnótica, sensível e rara, vencedora, no mesmo ano, do Prêmio dos Livreiros Japoneses e do Prêmio Naoki.

2 — O Ouvidor do Brasil — 99 vezes Tom Jobim, de Ruy Castro

Em 99 crônicas recheadas de histórias de bastidores, Ruy Castro revela um Tom Jobim múltiplo, crítico, irônico e profundamente ligado ao Brasil. O livro constrói um perfil biográfico fragmentado que ilumina não apenas o compositor, mas o homem atento à natureza, à língua e ao país em transformação. Com seu estilo inconfundível, Ruy Castro reúne informação, humor e sensibilidade em uma obra que foi reconhecida com o Prêmio Jabuti 2025, nas categorias Crônica e Livro do Ano.

3 — Tia Amélia — O Piano e a Vida Incrível da Compositora, de Jeanne de Castro

Biografia necessária e reparadora, que devolve à história da música brasileira uma artista extraordinária e por muito tempo esquecida. Jeanne de Castro reconstrói a trajetória de Amélia Brandão, a Tia Améli,a que viveu seus últimos anos em Goiânia, com rigor documental e sensibilidade narrativa, revelando uma pianista virtuose, compositora original e figura central da música popular brasileira no rádio, no disco e na televisão. Um livro que cruza música, gênero, memória e resistência.

4 — Nelson Freire — O segredo do Piano, de Olivier Bellamy

Nem tudo o que se narra neste livro é essencial, e o próprio Nelson Freire talvez torcesse o nariz para certos detalhes biográficos. Ainda assim, acompanhar sua infância, sua formação, sua relação com o estudo, com o repertório e com o silêncio do instrumento é uma experiência profundamente tocante. A leitura nos faz reviver a trajetória de um pianista cuja presença faz enorme falta ao Brasil e ajuda a compreender uma ética da interpretação fundada na escuta, na humildade e na profundidade.

5 — Ensinando a Transgredir — A Educação Como Prática da Liberdade, de bell hooks

Livro fundamental para pensar educação, arte e sociedade. bell hooks propõe uma pedagogia que une pensamento crítico, afeto e responsabilidade política, defendendo a sala de aula como espaço de liberdade e transformação. Ao falar de ensino, a autora fala também de escuta, de corpo, de desejo e de mundo. Leitura indispensável para educadores, artistas e todos que acreditam que ensinar é um gesto ético e profundamente humano.

6 — A contagem dos sonhos, de Chimamanda Ngozi Adichie

No novo romance de Chimamanda, quatro mulheres, em contextos culturais e geográficos distintos, refletem sobre amor, escolhas, maternidade, pertencimento e desejo. Com escrita elegante e olhar agudo, a autora constrói uma narrativa intensa e contemporânea, que confirma seu lugar como uma das vozes mais potentes da literatura atual.

7 — Tudo é Rio, de Carla Madeira

Um dos romances mais lidos e comentados do último ano, “Tudo é Rio” segue encontrando leitores. Carla Madeira constrói uma narrativa de alta tensão emocional, marcada por paixões extremas, dor, culpa e desejo. Um livro que divide opiniões, mas que inegavelmente mobiliza, provoca e permanece, talvez por tocar em zonas profundas e pouco confortáveis da experiência humana.

8 — O Alemão que Descobriu a América, de Rui Mourão

Obra antiga, de edição já amarelada pelo tempo, encontrada em sebo e por isso mesmo preciosa. Rui Mourão documenta a importância do musicólogo Curt Lange e sua descoberta de um vasto patrimônio musical brasileiro, articulando pesquisa histórica, levantamento documental e paixão pela música. Leitura fundamental para quem se interessa por musicologia, memória cultural e história da música no Brasil.

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Beto Silva

Escritor e humorista

O meu planejamento de leituras é igual aos planos de governo que os candidatos apresentam quando estão em campanha: nunca são cumpridos. Mesmo assim, vou tentar esboçar aqui algumas leituras que pretendo fazer em 2026 ou então em algum momento no futuro.

Vou começar pelas releituras. Sim, estou prometendo para mim mesmo reler muita coisa, principalmente clássicos que li quando jovem e que não lembro mais de nada, alguns foram lidos há mais de 40 anos, número que me dói na alma só de falar. Por conta disso, os neurônios que guardavam a lembrança destes livros que li há tanto tempo já foram ocupados por outras lembranças, que também já foram esquecidas.

Na minha lista de releituras estão “Incidente em Antares”, de Erico Verissimo, que só recordo de ter adorado quando li e nada mais.

Também quero reler “O Jogo da Amarelinha”, de Julio Cortázar, que li há tanto tempo que nem sei mais se li mesmo ou se isso é uma fantasia.

Planejo reler “Ensaio Sobre a Cegueira”, de José Saramago. Esse eu não li há tanto tempo assim, mas já vale a pena ler de novo.

Em 2025 comprei alguns livros que não tive coragem de começar. O motivo principal que me fez deixar esses livros na fila é o seu tamanho, todos são calhamaços, alguns enormes e outros nem tanto. O problema de encarar calhamaços é que passa a ser uma empreitada, você se dedica unicamente a leitura daquele livro por um bom tempo. Então quando eu pego um desses livros que tem quase o mesmo tamanho em pé ou deitado, eu fico com preguiça de começar e acabo escolhendo outro menor.

A lista dos livros grandes que estão na fila para 2026 é a seguinte:

As benevolentes, de Jonathan Littell

Suttree, de Cormac McCarthy

Vineland, de Thomas Pynchon

O Idiota, de Fiódor Dostoiévski

Romance da Pedra do Reino, de Ariano Suassuna

Sei que não lerei todos esses, se encarar dois deles já será muito e posso assegurar que a maioria provavelmente estará de novo na lista do final do ano que vem.

Também estão na estante, aguardando para serem abertos alguns livros que comprei esse ano. Sempre compro mais do que consigo ler, mas não pretendo mudar esse hábito, afinal comprar livros é um prazer as vezes maior do que os ler e talvez por isso continuamos comprando, para ver se o equilíbrio “prazer de comprar” versus “prazer de ler” se reequilibre.

A minha lista de livros já comprados para serem lidos é a seguinte:

O Polonês, de J.M. Coetzee

O Leopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa

Meu Passado Nazista, de André de Leones

Via Gemilo, de Domenico Starnone

Visita ao Pai, de Cristovão Tezza

Verão Ardente, de Andrea Camilleri

Como eu amo os romances policiais do Andrea Camilleri, esse último é um livro que devorarei rapidamente, talvez já em janeiro para aproveitar o verão ardente do Rio de Janeiro.

Algumas promessas de campanha, que sempre faço, vou repetir: prometo ler “Em Busca do Tempo Perdido”, de Proust, pelo menos o primeiro volume. Da mesma maneira, prometo ler “O Homem Sem Qualidades”, de Robert Musil, mas, como esse é um calhamaço de mais de mil páginas, talvez eu só o compre em 2026 e deixe a leitura para a minha lista de calhamaços de 2027.

Bom, essas são as minhas promessas de leituras para 2026. Se cumprir 30% considerarei uma vitória.

3

Soraya Castro

Advogada e mestranda em Ciências Sociais e Humanidades 

Dezembro me lembra uma verdade desconfortável: listas são inúteis, mas insistem em existir, como aquelas luzinhas coloridas que ninguém pediu e que, mesmo assim, seguem piscando. Nada contra o pisca-pisca (adoro!), tudo contra as listas. Passo o ano garantindo que não farei nenhuma. Faço discursos inflamados contra a indústria da expectativa, prometo fidelidade ao improviso. Mas o calendário, senhores, debochado como ele sabe ser, sempre me desmente.

Aceitei, então, o paradoxo; se é para fazer lista, que seja curta. Curta porque honestidade também deveria entrar na tradição (e pós) natalina. Em doses moderadas, aviso, para não estragar o jantar em família na noite de Natal.

Começo por onde o ano me doeu: a morte de Mario Vargas Llosa. Não foi um evento distante para mim, foi algo íntimo, quase doméstico. A última vez que senti a perda de uma personalidade da mesma forma foi quando David Bowie morreu — passei meses no luto, ouvindo tudo o que o camaleão criou. Llosa provocou a mesma dor em mim. Voltei aos livros que li, a entrevistas, a ensaios, à voz dele falando sobre literatura com aquela convicção tão… Llosa. Por isso, abro 2026 com “Dedico a Você Meu Silêncio”, seu último romance. É a maneira que encontrei de continuar a conversa que começamos lá na minha adolescência.

Em uma das entrevistas que li (vale dar o crédito: a entrevista “Elogio da Disciplina — Uma Conversa com Mario Vargas Llosa”, de Martim Vasques da Cunha, é leitura obrigatória para qualquer pessoa que gosta de literatura. Procure), Llosa mencionou o uruguaio Juan Carlos Onetti. Como despedidas me deixam impressionável (e obediente), resolvi seguir o conselho de dom Mario. Entro, então, com “47 Contos de Juan Carlos Onetti”. Não por coincidência, mas porque tenho me aventurado nos meus próprios contos este ano e descobri que a narrativa curta exige uma precisão que não perdoa. Onetti é o tipo de autor que sabe onde mora a respiração certa de uma frase. Quero aprender a ouvi-la e, se possível, encontrar a minha.

Daí para frente, minha lista é, quase toda, feita de contos. Estou tentando compreender melhor este território, como disse antes. Então, trago minhas escritoras preferidas, a dupla que apelidei carinhosamente de Mulheres de Areia: Ruth e Rachel. Ruth Guimarães e Rachel de Queiroz.

Quero a delicadeza firme de Ruth Guimarães em “Contos de Cidadezinha”, esse olhar aguçado capaz de transformar o cotidiano em revelação. E quero muito “A Casa do Morro Branco e Outras Histórias”, porque Rachel de Queiroz faz caber em poucas páginas uma vida inteira e, se quero aprender contos, preciso passar por quem os domina com a naturalidade de quem respira.

Escrevi um texto de suspense no finalzinho de 2025 e, pela primeira vez, senti que havia algo ali que vale a pena proteger. Só que suspense é um organismo frágil; uma vírgula fora do lugar e tudo desaba.

Edgar Allan Poe entra na lista acendendo vela num quarto escuro com “Os Assassinatos da Rua Morgue e Outros Casos de C. Auguste Dupin”. Esse corvo americano sempre me lembra que tensão não se constrói com barulho, mas com detalhes, silêncios, sombras colocadas com precisão quase cirúrgica. Para continuar no mundo do mistério é necessário aprender com quem fez isso virar ciência.

E, para não dizer que só quero fôlego curto em 2026, deixo para o final o livro que me persegue desde que descobri sua existência, em 2017: “Solenoide”, de Mircea Cărtărescu. Car-ta-res-cu. Ainda não aprendi a pronunciar esse nome, então vamos separando as sílabas, tal qual uma criança aprendendo a ler, facilita.

Tenho medo desse livro. Respeito o tamanho, respeito o delírio, respeito o fato de que todo mundo que lê sai transformado ou desnorteado. Se escrever aqui, no Jornal Opção, vale como promessa pública, então tenho, a partir de agora, um compromisso: chegou a hora de enfrentá-lo.

No fim das contas, percebo que a lista é pequena porque tento ser honesta comigo mesma. Listas parecem inúteis, mas têm uma utilidade secreta. São uma forma de organizar o desejo, ainda que ele quase nos escape pelas bordas. Talvez seja esse o verdadeiro espírito de dezembro: admitir, pelo menos uma vez ao ano, que queremos coisas. E que, no ano seguinte, com sorte e fôlego, vamos atrás delas.

4

Marçal Aquino

Escritor 

Pretendo ler e, quando o caso, reler a obra do Carlos Heitor Cony (1926-2018) na integra. Reli recentemente “Antes, o verão” (1964) e “Pessach: A Travessia” (1967) e estou convencido de que ali estão alguns dos grandes momentos da literatura brasileira que se escreveu na ocasião.

5

Nasr Chaul

Historiador e compositor

Uma História da Velhice no Brasil”, de Mary Del Priore. Vozes dos velhos invisíveis dos séculos XVII e XVIII, o tratamento dado aos mesmos por africanos e indígenas, ao serem analisados por Mary, tornam-se uma grata surpresa. A partir do século XIX os velhos começam a serem vistos com uma visão mais apurada e a busca para se compreender as razões da longevidade junto com a observação da alimentação deram suporte e conhecimento ao tratamento que foram recebendo, inclusive na literatura vigente a partir do século XX, entre José de Alencar e Machado de Assis.

Metrópole à Beira-Mar — O Carnaval da Guerra e da Gripe”, de Ruy Castro. Ruy Castro é meu autor preferido para Biografias. Um craque. Ninguém encerra um texto com o lapidar que ele consegue. Seu conhecimento jornalístico sobre música e o Rio de Janeiro já está presente em diversas obras de sua autoria. Agora me instiga este Rio de Janeiro entre a Guerra e a Gripe. Vamos navegar.

Escravidão”, de Laurentino Gomes. Na análise histórica sobre os tempos nacionais, Laurentino Gomes tem feito uma apurada pesquisa. “Escravidão”, para nós historiadores, é um tema ainda inesgotável. Acredito que irá trazer boas reflexões sobre a África e o tráfico.

Um Defeito de Cor”, de Ana Maria Gonçalves. “Um Defeito de Cor” é chamativo para a leitura, não só por sua autora consagrada, mas pela hierarquia racial analisada neste romance metaficcional.

O Despertar de Tudo — Uma Nova História da Humanidade”. de David Graebr e David Wengrow. “A Vida Não É Útil”, de Ailton Krenak. Ailton Krenak, um velho amigo que já nos brindou com “Ideias Para Adiar o Fim do Mundo”, me faz refletir sobre a utilidade da vida nos ensinamentos dos habitantes primevos e sábios do planeta Brasil.

Outros livros que pretendo ler são “O Mapa e o Território”, de Michel Houellebecq; “O Paraíso São os Outros”, de Valter Hugo Mãe. “Biblioteca Azul”, de Alchemised Senlinyu; e “Sociedade do Cansaço”, de Byung-Chul Han.

6

Martha Batalha

Escritora 

Mother Mary Comes to me” (ainda sem editora no Brasil) — De Arundhati Roy. Sobre a relação visceral, de amor e ódio entre a autora e a própria mãe. É um tema que muito me interessa. Em muitas famílias as mães tendem a endurecer as filhas, mesmo de modo subconsciente, criando mulheres fortes.

Escrever é humano — De Sergio Rodrigues (Cia das Letras). Por ser um livro sobre escrita e por ser do Sérgio ele entra na lista.

Claudine na Escola — De Colette – Li Gigi há alguns anos. É sobre uma menina ingênua e atraente, que aprende o que dela se espera na sociedade parisiense. É uma pequena obra-prima e quero ler outros livros da autora.

Vigil — De George Saunders (sem editora no Brasil). O novo romance do autor que venceu o Man Booker Price com “Lincoln no Limbo”. É sobre a última noite de um bilionário americano, forçado por espíritos a entender o mal que fez ao meio ambiente. Tenho a impressão (saberei ao ler!) de que é inspirado em “O Conto de Natal”, de Charles Dickens.

Coisa de Rico — A vida dos endinheirados brasileiros. De Michel Alcoforado. (Todavia). Quem não quer saber como eles vivem? Imagino uma mistura de estudo sociológico, fofoca, constrangimento por terceiros, e fundamentos da desigualdade brasileira.

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