Prefeitura avalia criação de complexo sertanejo de R$ 60 milhões com museu, arena e estúdios
A Prefeitura de Goiânia planeja o Museu da Música Sertaneja no Parque de Exposições Agropecuárias, com investimento inicial estimado em R$ 60 milhões. Segundo documento do projeto, obtido com exclusividade pelo Jornal Opção, a proposta prevê um complexo cultural de grande porte, com arena para até quatro mil pessoas, museu interativo e túnel imersivo com painéis de LED. O plano ainda inclui bar com música sertaneja 24 horas, rooftop com capacidade para 250 pessoas, estúdios, salas de aula e espaços para workshops e transmissões ao vivo.
Segundo a proposta estudada pelo Paço Municipal, há a possibilidade do prédio ter o formato de uma ferradura, com uma viola caipira como porta de acesso. O exterior seria feito em aço corten, para simular o efeito de ferrugem de uma ferradura. O complexo teria área total de 19 mil metros quadrados, incluindo um edifício de 4,5 mil metros quadrados e estacionamento com capacidade para 250 veículos.
Para o secretário municipal de Cultura, Uugton Batista, o espaço integra o plano de transformar Goiânia na capital da música sertaneja. Esse objetivo já havia sido explicitado anteriormente pelo prefeito Sandro Mabel (UB) durante a campanha. Segundo ele, a inspiração vem de Nashville, nos Estados Unidos, reconhecida mundialmente como a capital da música country.
“É o sertanejo beneficiando Goiânia”, ressaltou Uugton, em entrevista ao Jornal Opção. “Os maiores eventos do estilo estão na capital, como o Villa Mix e o Boteco. Eles divulgam o município, e precisamos transformar Goiânia, de fato, na capital da música sertaneja. Um exemplo é o projeto do Museu da Música Sertaneja, que foi um compromisso do prefeito com os artistas do gênero”, acrescentou.
Na estrutura, o projeto em estudo prevê três pisos e um mirante. No térreo ficaria a área do museu, incluindo um “hall da fama” com bonecos de cera de artistas consagrados e um túnel imersivo em formato de sanfona, dedicado a contar a história da música sertaneja. O projeto ainda conta com uma arena com capacidade para quatro mil pessoas, além de espaços para lojas, bar e restaurante típico.
No andar seguinte ficaria a estrutura destinada a estúdios de gravação, workshops e salas de aula para palestras e transmissões ao vivo. Por fim, o topo do prédio abrigaria um rooftop inspirado em Nova Iorque e São Paulo.
Articulação
A ideia de R$ 60 milhões prevê uso de leis de incentivo à cultura, Fundo Nacional de Cultura, patrocínios e financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao mesmo tempo, a equipe responsável projeto também estaria responsável em atuar na gestão, manutenção e capacitação até cinco anos após a inauguração. Fora que o secretário ainda destacou a parcerias com os próprios artistas sertanejos.
“Os artistas vão doar itens que farão parte do acervo do museu. Por exemplo, conversei com o Sorocaba, e ele disse que doaria a capa de um de seus discos. Gusttavo Lima também poderá contribuir. Roupas usadas por artistas em eventos serão colocadas nos bonecos de cera. Alguns também vão doar instrumentos”, explicou o titular da Secult.
Planos paralelos
Além do museu, o plano inclui iniciativas de menor escala distribuídas pela cidade, como a instalação de monumentos e estátuas em homenagem a artistas consagrados em praças, parques e áreas de grande circulação. Fora a ideia de um caminhão-palco itinerante que percorreria bares e espaços urbanos com apresentações de duplas sertanejas.
“Para dar esse requinte e reforçar a temática de que somos a capital, de repente um Bruno e Marrone sobem em um palco móvel desses, o público começa a filmar e o vídeo circula pelo Brasil e pelo mundo de forma orgânica”, explicou o secretário.
Para completar a temática, ele detalha a ideia e possibilidade de instalar estátuas de grande porte, com até 10 metros de altura, no Aeroporto Santa Genoveva, na Rodoviária e em parques da cidade, além de estruturas menores em bancos de praças, que permitiriam a interação do público. “A pessoa senta do lado dele, tira uma foto com ele”, pontuou. A proposta inclui ainda a criação de um monumento em homenagem à música goiana.
“Nós temos Amado Batista, que não é sertanejo, temos o melhor rock alternativo do Brasil e o pagode. O monumento seria um instrumento que representasse a música, como um violão de 30 metros de altura. Em volta, alguns bares e restaurantes temáticos, cada um com formato de instrumento, representando a música em geral”, finalizou.
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