Quase um ano após a Vigilância Sanitária Estadual encontrar 42 irregularidades no Hospital Infantil São Lucas, em Campo Grande, a instituição vai responder a inquérito civil sobre a continuidade de parte dos problemas e o risco à saúde e segurança dos pacientes que eles representam. Ontem (7), o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) estipulou o prazo de 10 dias para que a direção do hospital se manifeste. O órgão foi acionado pela própria Vigilância após pontos críticos não terem sido resolvidos numa terceira visita feita em setembro do ano passado. As irregularidades persistem, principalmente, no lactário (setor onde se prepara e se higieniza mamadeiras dos bebês), no sistema de gestão dos gases medicinais (como o oxigênio, por exemplo), nos andares reservados à internação e na farmácia. Na segunda inspeção, os problemas foram reduzidos de 42 para 24, de acordo com o relatório da Vigilância Sanitária anexado ao inquérito. Em setembro, na última visita, novos problemas foram encontrados, totalizando 27 irregularidades ainda pendentes. Riscos - No lactário, a fiscalização registrou que falta separação de áreas para reduzir riscos de contaminação. Em relação aos gases medicinais, ainda faltam laudos laboratoriais que comprovem a pureza do ar comprimido medicinal. Além disso, não há sistemas de reserva para vácuo e compressão. No setor de internação, foi encontrado um cesto para descartes no corredor e foram constatadas atividades de desinfecção no posto de enfermagem, local não adequado para isso. Na farmácia, foram vistas pomadas e suspensões abertas e em uso, mas sem haver indicação da data de abertura e da validade. O Hospital - A reportagem tentou contato com o hospital e seu diretor por telefone e e-mail, mas não teve sucesso. No inquérito, consta um projeto de reforma do posto de enfermagem, no lactário e no setor de internação que foi apresentado após a primeira fiscalização, no entanto, não constam dados sobre o início e término. O São Lucas segue aberto atendendo pacientes de convênios e particulares. Além de pronto atendimento e internação para crianças, ele oferece consultas em ortopedia para adultos. A atuação do MPMS baseia-se no Código de Defesa do Consumidor, que coloca a proteção da vida e da saúde como direitos básicos. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .