A mãe de Eliza Samudio, Sonia Moura, se manifestou nas redes sociais nesta terça-feira (7) após a repercussão da notícia sobre o passaporte da filha encontrado em Portugal. Em texto publicado no Instagram, ela afirmou que a divulgação "reabriu feridas e agravou o sofrimento da família". Segundo ela, a exposição ocorreu "sem a sensibilidade necessária diante de uma dor que se arrasta há mais de uma década". No desabafo, Sonia criticou o uso recorrente do caso para gerar repercussão. “Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma”, escreveu. A mãe também apontou falhas na condução da história divulgada e disse que há pontos que não se explicam. “A história está cheia de lacunas, coincidências e perguntas sem resposta” Ainda no texto, Sonia disse que vai se manter em silêncio neste momento para preservar a própria saúde emocional, mas garantiu que cobrará das autoridades esclarecimentos sobre os fatos ainda não explicados. A manifestação ocorre após a divulgação de que um passaporte antigo de Eliza Samudio foi localizado em um imóvel alugado em Portugal. O documento foi emitido em 2006 e não apresenta registro formal de saída do país europeu. Segundo o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, Eliza perdeu o passaporte em 2007, quando morava no país. De acordo com o Itamaraty, o passaporte foi entregue ao consulado e deve ser encaminhado ao Brasil. O documento está expirado e cancelado, e a destinação padrão nesses casos é a destruição. O ministério informou que o material poderá ficar à disposição da família, caso haja interesse. Eliza Samudio foi dada como morta em 2010, em um crime que teve repercussão nacional. O ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado por envolvimento no caso. O corpo de Eliza nunca foi localizado.