Morreu na noite de segunda-feira (22), Valentim Vidal Amarilha, 78 anos, após 18 dias internado por conta de um atropelamento no dia 4 de dezembro deste ano. Na ocasião, o idoso tentava atravessar a Rua Brilhante, na Vila Bandeirantes, em Campo Grande, quando foi atingido por uma motocicleta Valentim foi socorrido em estado gravíssimo. Ele foi levado para a Santa Casa e quatro dias depois teve a perna direita amputada. Com o atropelamento, o idoso sofreu traumatismo craniano severo e fratura no rosto, ele ficou na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A morte foi confirmada pelo hospital. Além disso, o filho de Valentim esteve na 6ª Delegacia de Polícia Civil da Capital na manhã desta terça-feira (23) e informou sobre o óbito. No registro policial, a vítima estava em coma profundo e sem respostas aos estímulos. Os médicos avaliaram que Valentim não teria mais benefícios com novas cirurgias já que houve dano cerebral grave, sem possibilidade de recuperação. O óbito foi informado na noite de segunda-feira para a família. Acidente - Segundo o boletim de ocorrência, o motociclista seguia pela Rua Brilhante e, ao chegar ao cruzamento com a Rua Salim Maluf, atingiu Valentim, que estava na faixa de pedestre tentando atravessar a via. Os dois caíram na pista e a equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada. (Vídeo acima mostra o acidente.) Quando equipes de socorro chegaram, encontraram um cenário de destruição espalhado pelo asfalto e pela calçada. No chão, ficaram boné, dentadura, corrente, relógio, lente de óculos, lanterna da motocicleta e marcas de sangue. Já na calçada, uma viseira de policarbonato partida ao meio, uma bota e mais sangue escancaravam a violência do impacto. Valentim chegou a ficar desacordado e a equipe de socorro reanimou-o. A equipe levou o idoso para o hospital já entubado. O motociclista, que ficou inconsciente com o impacto, recobrou a consciência ainda no local do acidente e também seguiu para a Santa Casa. O acidente foi registrado na 6ª Delegacia de Polícia da Capital como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e agora passa a ser tratado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.