Em 1.875 José Antônio Pereira traz sua família, e muitos agregados, para aquela terra que era um “Campo Grande”. Compunha-se de 62 pessoas ao todo, com seis pesados carros de boi, carregando as provisões de tudo que necessitavam: mudas de cana-de-açúcar, café e outras plantas. Antônio Luiz Pereira, filho do José Antônio, afirmava a seus descendentes que foram onze carroças e não seis. Nunca saberemos o número correto. O guia Luiz Pinto. Há uma figura emblemática nessa viagem quase desconhecida: Luiz Pinto. Era um “prático”, um guia cuiabano que naquele momento, vivia em Uberaba, em Minas Gerais. É estranho. José Antônio Pereira conhecia o caminho. Qual o motivo de contratar um guia, um homem que também sabia viajar de Minas Gerais até o “Campo Grande”? Quem foi esse guia? Como ele aprendeu caminhar por estas terras? Esse é outro mistério que não solucionaremos. Um bando de fofoqueiros. Os córregos desse “Campo Grande”, logo após a construção da capela devotada a Santo Antônio, pelos idos de 1.888, receberam seus nomes atuais. A história dessas denominações é jocosa. Como os pioneiros costumavam reunir-se nas margens de um deles, conversando muito, loquazes diariamente, viviam assim “Ferrados na Prosa”, vindo dessa cultura mineira de muita conversação o “Prosa” atual. Não menos jocoso é o primeiro escândalo que retumbou neste “Campo Grande”. Não sabemos o que aconteceu. Todavia, Joaquim Olivério deveria revelar o teor do escândalo na margem de outro córrego. E não revelou. Vem daí o “Guardado Segredo” do segundo córrego a ser denominado simplesmente de “Segredo”.