As chuvas registradas em Campo Grande durante o mês de novembro chegaram a atingir 46% acima da média histórica, segundo o boletim mensal do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima). O dado corresponde ao maior volume observado entre os pontos oficiais de medição do município, registrado no pluviômetro do Cemaden, que acumulou 239,8 mm no período. Apesar do pico elevado, a estação de referência do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), localizada na Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Gado de Corte, apontou um cenário menos discrepante: o acumulado da Capital ficou apenas 5% acima da média para o mês, resultado que contrasta com as tempestades que marcaram o período. No restante do Estado, o comportamento das chuvas variou bastante. Dos 62 pontos monitorados, 40 registraram volumes abaixo da média, 21 ficaram acima e apenas um dentro do normal. O maior índice estadual foi observado em Amambai, com 272,4 mm, também 46% superior ao padrão climatológico. Imagens de satélite mostram que as regiões centro-sul, leste e sudeste tiveram os maiores acumulados, entre 90 mm e 180 mm. Em grande parte do território sul-mato-grossense, no entanto, as chuvas ficaram abaixo do esperado. O boletim também aponta aumento das temperaturas em Campo Grande em relação à média histórica: a mínima ficou 0,3°C acima, e a máxima, 1,5°C superior ao registrado entre 1981 e 2010. Para o trimestre de dezembro a fevereiro, a tendência é de chuva irregular, podendo ficar ligeiramente acima ou abaixo do esperado conforme a região. As temperaturas devem se manter próximas ou um pouco acima da média, e há cerca de 50% de probabilidade de La Niña influenciar o período. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .