'Centrão está usando confronto com STF para emparedar Lula', afirma Eugênio Aragão
img src="https://cdn.brasil247.com/pb-b247gcp/swp/jtjeq9/media/20230929200928_4df6d5714108f929090250aa6a24bc9f27a6d1467e74635f4ff2130a5d7ff917.jpg" width="610" height="380" hspace="5" /
É uma extorsão (cometida pelo Congresso) da forma mais rasteira, avaliou o advogado em entrevista à TV 247
br clear="all"
247 - Em uma entrevista à TV 247, o advogado Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça, fez uma análise contundente da atual situação política no Brasil, destacando dois grupos de atores que desempenham papéis distintos no cenário político do país. A primeira categoria identificada por Aragão é a "ultradireita", que, segundo ele, confunde o governo com o Supremo Tribunal Federal (STF) e acredita que o STF segue a agenda do governo Lula. Aragão enfatiza que essa percepção não corresponde à realidade. Ele considera essa abordagem da ultradireita como um equívoco político."O outro grupo (centrão) está usando o conflito, declarando bloqueio das agendas no Congresso para botar o governo contra a parede. Aproveitando esse argumento cretino da ultradireita de que o governo e o Supremo estariam num conluio. Estão só usando isso para botar Lula contra a parede. É uma extorsão (cometida pelo Congresso) da forma mais rasteira. Chantagista nunca vai parar de chantagear. É uma coisa que precisa de coibida", afirmou Eugênio Aragão. É um confronto aberto com o Supremo (aprovar Marco Temporal). E conseguiram assinaturas mais uma Emenda Constitucional mais absurda para o Congresso ter poderes de cancelar decisão do Supremo. É o absurdo do absurdo. O artigo 60 da Constituição, parágrafo 4, é muito claro: emendas constitucionais não poderão ter projeto, ataques à separação dos Poderes. Controle de constitucionalidade é papel do Supremo e não do Congresso.O advogado argumenta que, historicamente, o Centrão era influenciado por cargos e recursos, mas durante os quatro anos do governo Bolsonaro, ocorreu uma mudança significativa de poder, com os presidentes da Câmara e do Senado assumindo papéis de liderança. Essa mudança, segundo Aragão, não será revertida facilmente.
