As Forças Armadas devem um pedido de desculpas à Nação, diz José Genoino
img src="https://cdn.brasil247.com/pb-b247gcp/swp/jtjeq9/media/20230712200748_83180762-7d3c-4213-b7f0-c67e5183197d.jpg" width="610" height="380" hspace="5" /
Genoino também criticou a ideia de passar a mão na cabeça das Forças Armadas e esquecer o passado
br clear="all"
247 – No programa de estreia do "Conversa de Política" na TV 247, que foi ao ar esta semana no YouTube, o ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), José Genoino, fez declarações importantes sobre o papel das Forças Armadas no cenário político brasileiro. Em uma conversa franca com a âncora Dafne Ashton, Genoino enfatizou a necessidade de responsabilização e de uma revisão profunda da atuação das Forças Armadas no país.Genoino expressou sua surpresa com a extensão do que ele chamou de "obscurantismo, negacionismo e golpismo" por parte das Forças Armadas desde o golpe de 2016. Segundo ele, essas instituições foram longe demais ao se envolverem em questões políticas e defenderem agendas antidemocráticas.Um dos pontos-chave abordados na entrevista foi o papel do ajudante de ordem de Jair Bolsonaro, Mauro Cid. Genoino argumentou que ele não estaria lá sem o aval dos comandantes militares e do ex-presidente da República, sugerindo que Mauro Cid pode trazer à tona informações cruciais para a compreensão dos eventos ocorridos naquele período golpista.Genoino também criticou a ideia de "passar a mão na cabeça" das Forças Armadas e esquecer o passado, afirmando que a história do Brasil recomenda exatamente o contrário. Ele argumentou que o golpe de 2016 só se viabilizou com o aval das Forças Armadas, do alto comando do Exército e do General Villas-Boas.Genoino também rejeitou a noção de que os eventos de 8 de janeiro tenham sido meros erros individuais. Em sua opinião, a instituição das Forças Armadas se envolveu profundamente naqueles acontecimentos, referindo-se a acampamentos, manifestações de 7 de setembro e uso de redes sociais para promover sua agenda.Para Genoino, as Forças Armadas devem um pedido de desculpas à nação, assim como nunca pediram desculpas formalmente pelos abusos cometidos durante a ditadura militar, apesar dos esforços da Comissão Nacional da Verdade. Ele enfatizou que crimes cometidos por militares não são crimes militares, mas sim crimes praticados por militares, e defendeu que os responsáveis sejam julgados pela justiça civil.Outro ponto abordado na entrevista foi a postura de alguns generais em relação ao sistema eleitoral brasileiro. Genoino criticou aqueles que questionaram a integridade das urnas eletrônicas e argumentou que esses generais não deveriam ser promovidos a posições de comando nas Forças Armadas.Por fim, o ex-presidente do PT destacou a importância de reformular a política das Forças Armadas e promover uma política de defesa nacional como política pública. Ele acredita que o Brasil tem a oportunidade de redirecionar o papel político das Forças Armadas e construir um ambiente mais democrático e responsável no país. O programa "Conversa de Política com José Genoíno” vai ao ar todas às terças-feiras, às 13 horas, na TV 247. Assista:
