Procuradores de direita criam associação para rivalizar com ANPR
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Documento de criação da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (AMPF) foi encaminhada ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras
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247 - Procuradores alinhados com a direita encaminharam uma carta ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras, solicitando autorização para estabelecer uma associação que rivalizará com a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).Segundo a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, “os procuradores pretendem fundar a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (AMPF), uma entidade que, segundo eles, garantirá ‘incondicional observância à liberdade de expressão, opinião, ideologia, crença e religião’. O documento teria sido entregue a Aras no dia 23 de junho.Ainda segundo a reportagem, a AMPF está aguardando registro como pessoa jurídica na Receita Federal e precisa ser cadastrada por Aras no Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Na ata de fundação da AMPF, os procuradores mencionam que a criação da associação ocorreu em 13 de maio, aniversário da Lei Áurea, promulgada pela Princesa Isabel. Eles ressaltam, no entanto, que prevalecerá o entendimento de que os membros não devem se envolver em atividades político-partidárias.“A diretora-presidente da AMPF será a procuradora Zélia Luiza Pierdona, com Alexandre Schneider na vice. Ambos são identificados com a direita e assinaram um manifesto parabenizando Jair Bolsonaro pela indicação de Sergio Moro ao Ministério da Justiça, após a eleição de 2018”, destaca um trecho da reportagem .Outro procurador que apoia a criação da AMPF é Anderson Vagner Góis dos Santos. Anderson foi flagrado em uma comunicação interna do MPF afirmando que as mulheres deveriam ser obrigadas a manter relações sexuais no casamento e que o feminismo era um transtorno mental.
