Edvaldo Galeano Urunaga, 43 anos, acusado de matar a pauladas Ermildo Veiga Martins Kaneshige, sentou no banco dos réus da 2ª Vara do Tribunal do Júri e acabou sendo absolvido. O crime aconteceu no dia 27 de novembro de 2021, no Vila Jacy, em Campo Grande e teria sido motivado por ciúmes. Conforme a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Ermildo acompanhada uma mulher, que seria ex-companheira de Edvaldo, quando o autor e mais dois homens se aproximaram em um carro na Rua Iporã. O trio desceu do veículo e começou a agredir a vítima com golpes e faca e madeira. Ermildo morreu no local e os três homens fugiram em seguida. No entanto, Edvaldo acabou sendo preso no dia seguinte e em depoimento alegou que cometeu o crime sozinho. Ele foi atuado em flagrante por homicídio e levado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol. Em depoimento na delegacia, o acusado afirmou que no dia do crime foi até a casa da ex-esposa para conversar com seu filho e visitar os netos. Ao bater palmas, foi atendido pela ex e enquanto conversavam um homem, identificado apenas como Fernando, atual convivente da mulher veio em sua direção com uma faca de cozinha dizendo que o mataria. Para se defender ele segurou os braços do homem e correu por trinta metros, momento em que pegou um pedaço de madeira e passou a bater na cabeça de Fernando, identificado depois como Ermildo. Em seguida se escondeu na casa de uma migo onde foi preso. Edvaldo sentou no banco dos réus nesta quarta-feira, ele estava sendo acusado de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. A defesa sustentou a tesa de absolvição por legitima defesa, privilégio do domínio de violenta emoção e afastamento da qualificadoras. Por maioria de votos, o Conselho de Sentença decidiu absolver o acusado, acolhendo uma das teses da defesa. Com isso, o juiz Aluizio Pereira dos Santos determinou a expedição do alvará de soltura de Edvaldo.